Vitórias na justiça da diretoria leonina, precisam acontecer mais dentro de campo

sábado, 10 de junho de 2017


Tarcísio da Buzina a mais de 11 anos carrega sua buzina nas arquibancadas do Salgueiro
Foto: Emerson Rocha

A diretoria Sport entrou com um requerimento na justiça que pedia que a proibição do  uso buzina no estádio Cornélio de Barros, a justificativa seria que o uso da buzina atrapalha a comunicação entre a comissão técnica e os jogadores, que poderia atrapalhar o rendimento da partida, mas o recurso foi negado. Entretanto depois de reformular a ação, a diretoria leonina conseguiu parecer favorável junto a justiça, o desembargador José Fernandez acatou o pedido após considerar que o uso de instrumentos além de provocar muito barulho, atrapalhando a comunicação dentro de campo, o uso da mesma também, acredite, pode causar irritabilidade aos demais integrantes da partida podendo provocar a violência no estádio.

"Ora, em que pese o torcedor ser livre para expressar seu apoio ao time, tal liberdade não pode ultrapassar os limites ao ponto de causar irritabilidade aos demais integrantes da partida, provocando violência no estádio e, por conseguinte, insegurança para todos... uso de objetos sonoros pelos torcedores do Salgueiro Atlético Clube são capazes de incitar à violência, atrapalhando os atletas e a comissão técnica" Argumentou o desembargador que segundo ele mesmo não costuma frequentar as arquibancadas " Não sou muito ligado a futebol, inclusive deixei de ir a campo faz um certo tempo" falou em entrevista ao Jornal do Commercio.

A vitória na justiça não é uma novidade para a diretoria leonina, é onde o leão tem alcançado mais êxito administrativamente já que dentro de campo não consegue títulos desde 2014 e com apenas dois títulos no últimos quatro anos, quando Martorelli assumiu a presidência. Com mais vitórias na justiça do que no campo, algumas delas inclusive não tão positivas para a torcida rubro-negra que viu várias de suas torcidas verdadeiramente organizadas, que não se resumem as 3 principais da capital, diminuírem drasticamente ou até mesmo desaparecerem como o caso da Bafo do leão que agitava o setor das sociais e hoje não vai mais ao estádio devido a várias sanções judiciais "vencidas" pelo clube e até mesmo por medidas tomadas pelo próprio clube, que diminuiu bastante a média de público em relação a anos anteriores.

Mesmo com um discurso de menosprezo no início do ano ao campeonato estadual, o presidente Arnaldo Barros e diretoria parecem ter mudado de opinião e agora vêm no campeonato pernambucano a salvação para que o clube não passe mais um ano sem títulos, tendo em vista que o time já foi desclassificado na Copa do Nordeste e Copa do Brasil e provavelmente  enxergam na buzina mais um empecilho para a conquista do campeonato. 

O ação movida mostra o quanto a cúpula do time do saudoso Zé do Rádio, não sabe como lhe dar com um ambiente de pressão. Ligar a violência ao barulho das arquibancadas é algo que nunca foi alvo de estudos para que se chegasse a este parecer. Então estádios silenciosos estão livres da violência?  O Sport que nesse ano esta na Copa Sul-americana e pode jogar contra times que farão muito mais barulho que a do solitário Tarcísio da buzina, lugares onde a festa e o canto das arquibancadas são de fatos ensurdecedores como na Argentina e Uruguai com mais de 20 mil pessoas e a comunicação torna-se quase impossível.

 Foto: Leandro Pepe
Torcida do Racing-ARG, time está na Copa Sul-Americana assim como o Sport, torcida faz uma das festas mais ensurdecedoras da América
 

Mas vamos esperar, pois se a prerrogativa da ação ser acatada for a de incitar a violência, então a buzina não deverá entrar nunca mais e não somente para esta partida e nem nos demais estádios. Logicamente, apenas aqui no Brasil.

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