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Jeanderson ressalta melhora ao jogar na posição de origem e dá aval positivo à contratação de Beto Campos

sexta-feira, 16 de junho de 2017 0 comentários

Foto: Julio Jacobina/DP
Na sua estreia com a camisa do Náutico, Jeanderson mostrou ser um jogador polifuncional ao atuar como meia e ponta-esquerda na partida contra o Brasil de Pelotas no Rio Grande do Sul. Entretanto, o lateral esquerdo, confessou que se sentiu mais confortável ao jogar na posição de origem contra o Paraná Clube e, acredita que o entrosamento adquirido com os companheiros da primeira linha defensiva foi fator fundamental para o melhor desempenho.

"Me senti muito bem, diferente do jogo contra o Brasil de Pelotas que eu joguei fora da minha posição e não tinha treinado nenhuma vez. E na lateral esquerda como é a minha posição de origem não preciso treinar tanto. E nos treinamentos ao longo da semana já pude adquirir um entrosamento grande com o Aislan e, ainda mais com o Feliphe (Gabriel) por jogar no mesmo lado que o meu e por estarmos treinando no time reserva", ressaltou.

Após desbancar Manoel e alcançar titularidade pela primeira vez atuando na posição de origem, Jeanderson se diz focado para seguir no time principal e aponta disputa sadia com o prata da casa para manter a alta competitividade. "O pensamento é sempre de melhorar para se firmar no time titular, até porque tenho uma sombra de muita qualidade que é o Manoel. E ele fazendo sombra para mim e eu para ele, nos faz querer melhorar mais e mais para seguir jogando em alto nível", explicou Jeanderson.

Familizarizado com o estilo e a capacidade técnica e tática do técnico Beto Campos, Jeanderson rasgou elogios ao novo comandante alvirrubo e acredita que vai ajudar o Náutico a sair desse cenário sombrio que se encontra na Série B.

"Eu só tenho recordações boas do Beto (Campos). Trabalhei com ele em 2013 no São José- RS, onde a gente foi vice-campeão da Copa Gaúcha. Ele é muito inteligente e possui um estilo paizão, mas que sabe bem a hora de cobrar dos atletas. E de lá para cá ele cresceu muito profissionalmente e vai nos ajudar bastante", destacou.

O Náutico enfrenta o Boa Esporte neste sábado, às 16h30, no Estádio do Melão, em busca da primeira vitória na Série B. O time mineiro também se encontra em situação complicada na competição e está logo acima dos pernambucanos na vice-lanterna.

Waldemar Lemos trabalha confiança do elenco e pede apoio da torcida do Náutico

quarta-feira, 31 de maio de 2017 0 comentários

Foto: Ricardo Fernandes/DP

O desempenho e os resultados do Náutico não vão nada bem neste início de Brasileiro Série B. Em 4 partidas, a equipe comandada pelo técnico Waldemar Lemos, somou apenas um ponto, tomou 7 gols e não marcou nenhum. Para tentar mudar esse cenário e reagir na competição, o técnico tem realizado trabalhos voltados para a recuperação do sentimento de confiança.

"Nesses três dias o tema que trabalhei muito forte com os jogadores foi a confiança. Pedi a cada jogador que identificasse e falasse a respeito do assunto. Eu acho que ela não cai do céu e vai ser recuperada no dia-dia. E através do trabalho cada um vai encontrando a sua própria (confiança) e depois vai passando para o grupo e consequentemente resgatando a confiança no clube", explicou Waldemar.

Mesmo com a terceira derrota seguida, Waldemar Lemos enxergou evolução em alguns setores da equipe. Entretanto, chamou a atenção para os gols que o Náutico tem sofrido.

"Vi uma atuação muito boa dos atacantes Alisson e Gerônimo. A entrada do Aislan nos proporcionou uma consistência defensiva. A estreia do Jeandersson também foi boa. O David retornando muito bem. Em suma foi bem diferente da última partida contra o Ceará, mas seguimos trabalhando para não tomar determinados tipos de gols", comentou.

Mesmo sem vencer e marcar gols na Série B, o treinador alvirrubro acredita que a vitória irá acontecer naturalmente. Além disso, pediu a compreensão e o apoio da torcida nesse momento delicado que o Timbu tem atravessado.

"Estamos confiantes e esperançosos que vai acontecer (a vitória), mas hoje enfrentamos uma equipe que está junta há muito tempo. E nós estamos em fase de reconstrução, nos movimentando bastante para que todos cresçam. Espero que a torcida cresça nesse momento e tenha paciência para que a gente consiga reverter qualquer situação de crise ou dificuldade", explicou.

O Náutico terá uma semana livre para trabalhar antes de voltar a campo na próxima terça (06), às 20h30, na Arena Pernambuco, contra o Oeste. Após o confronto com os paulistas, o Timbu irá encarar uma maratona de 5 jogos - Internacional (F), Paraná (C), Boa Esporte (F), Goiás (C) e Guarani (F) - seguidos às terças e sábados em um intervalo de 14 dias.


Sistema Tático: No duelo de ideias de futebol apoiado e reativo, Figueirense controlou bola e espaço e, venceu um Náutico desajustado

domingo, 21 de maio de 2017 0 comentários

O futebol brasileiro, assim como, o mundial observa o confronto de duas propostas de jogo: apoiado versus reativo. Na primeira, os técnicos e times que possuem esse princípio buscam ter uma posse de bola produtiva, triangulações, proximidade, passes curtos e verticais. No segundo modelo, os times têm como proposta controlar os espaços, através do encurtamento do mesmo, superioridade no setor da bola, perde e pressiona, transição rápida e verticalização vertiginosa. E os técnicos de Figueirense e Náutico são adeptos dessas ideias de jogo. O treinador alvinegro, Márcio Goiano, que apesar de ser um ex-zagueiro, busca internalizar nos seus jogadores o desejo de ter o controle da bola. Já Waldemar Lemos, comandante do alvirrubro, prefere um time com marcação forte e transição rápida em direção ao gol. 

Desde os primeiros movimentos o Figueirense buscava criar situações com superioridade numérica pelos lados para alargar a defesa alvirrubra, que consequentemente em resposta a amplitude do alvinegro, se postou com uma linha de 5 defensores (com a entrada de Maylson como mostra a imagem abaixo) nessa linha na tentativa de fechar os espaços e conter as infiltrações do adversário. Mesmo estando bem postado no momento defensivo, o Timbu sofreu um gol, devido a erros individuais de marcação de Maylson, ao dar espaço ao lateral direito, e de David - ao fechar de mais a linha defensiva e permitir a entrada de Jorge Henrique na segunda trave.


Foto: Reprodução/Premiere

  
Após o gol o Náutico tentou se impor e igualar o placar. Entretanto, além de um adversário bem montado defensivamente, esbarrou na falta de movimentações e criações de zonas e linhas de passe. Em muitas oportunidades foi possível ver essa imagem abaixo. O time Pernambucano tentando construir as jogadas desde o campo defensivo, por intermédio de Darlan (jogador responsável por iniciar as jogadas) e o Catarinense fazendo um cinturão com 4 jogadores para dificultar a saída de bola do adversário, obrigando o Náutico a ficar girando a bola de um lado para o outro sem conseguir achar um espaço, isso fica visível quando olhamos a porcentagem de acertos de passes do time na partida: 88% (264 passes certos). Com isso, o Figueirense mantinha o Náutico longe do seu campo e estava mais perto da baliza adversária, se conseguisse roubar a bola.


Foto: Reprodução/Premiere

Sem aproximação dos jogadores, o time comandado por Waldemar Lemos sofria para dar sequência nas jogadas. O Figueira assim que perdia a bola realizava o "perde e pressiona", ou seja, os jogadores que estivessem perto de onde a bola foi perdida, imediatamente buscavam recuperá-la. No lance abaixo, observasse que Cal Rodrigues está em desvantagem numérica, pois o time alvinegro tinha superioridade no setor e sem aproximação  e apoio dos jogadores, no meio de 4 jogadores adversários o meio campista do Náutico é facilmente desarmado.

Foto: Reprodução/Premiere

Quando finalmente conseguia passar pelo "cinturão" alvinegro e tirar a bola da zona de pressão, o Timbu encontrava mais dificuldades. Diante da pouca movimentação para criar linhas de passes ou gerar profundidade, o time alvirrubro era presa fácil para a marcação do Figueira. O time de Márcio Goiano se defendia com duas linhas de 4, com marcação por zona com perseguições curtas no setor, ou seja, cada jogador do time alvinegro encaixava em algum jogador do Náutico para fechar os espaços e dificultar a progressão da jogada.

Foto: Reprodução/Premiere

Se sem a  bola o Figueirense era impecável, quando detinha o controle dela pôs em prática tudo o que era treinado pelo técnico Márcio Goiano. O time construía as jogadas desde o seu campo defensivo. Fazia uma saída de 3 (Figura 1), onde dois jogadores abrem na lateral e um centraliza, assim gerando superioridade numérica e facilitando a transição ofensiva. Outro princípio bastante utilizado pelo Figueirense era a triangulação pelos lados direito com o lateral Dudu, o meia Zé Antônio e o atacante Jorge Henrique (Figura 2) e pelo lado esquerdo com o lateral Iago, o meia Robinho e o atacante Luidy. Sempre com superioridade no setor, as jogadas pelos lados levavam perigo a defesa alvirrubra. E a aproximação dos jogadores foi refletiva nas estatísticas de passes certos. No total, trocou 491 passes, tendo um aproveitamento de 93% (458 passes certos). O controle da bola foi tamanho que em intervalos de 5 minuto a posse de bola do time alvinegro ultrapassava os 80%, segundo dados do Footstats, evidenciando a boa execução do estilo de futebol apoiado.

Foto: Reprodução/Premiere (Figura 1) 
Foto: Reprodução/Premiere (Figura 2)

Com problemas no momento defensivo e na transição defensiva, o Náutico seguia cedendo muitos espaços para o Figueirense, que conscientemente alargava o campo com o lateral direito Dudu e ora com Luidy, ora com Jorge Henrique pelo lado oposto gerando amplitude. Além disso, a passividade na marcação de Maylson, ao não tirar o espaço de Robinho, fez com que o meia tivesse tempo para tomar a melhor decisão: se tocava na direita para Dudu ou se enfiava a bola para Henan que gerava profundidade. Consequentemente Manoel se distanciou da linha defensiva ao ir em direção do lateral do Figueirense. Com isso, Robinho lançou nesse espaço a bola para Henan assinalar o terceiro e derradeiro gol do clube catarinense.  

Foto: Reprodução/Premiere
Com a expulsão de Darlan no início do segundo tempo e perdendo por três gols de diferença, o Náutico se fechou no seu campo para tentar evitar a progressão do adversário e não tomar mais gols.


Foto: Reprodução/Premiere
Durante os 90 minutos o Figueirense mostrou ideias mais azeitadas e incutidas em seus jogadores e, com os gols de Jorge Henrique, Robinho e Henan, venceu por 3 a 0 um Náutico desajustado defensivamente e que atua de forma aleatória. Waldemar Lemos terá muito trabalho para ajustar a equipe do Náutico com o campeonato em andamento. Já o principal desafio do técnico Márcio Goiano é fazer com que o seu time mantenha esse nível de desempenho durante o campeonato da Série B.

Em busca de remontada, Náutico e América-MG se enfrentam na estreia da Série B

quinta-feira, 11 de maio de 2017 0 comentários

Foto: Clube Náutico Capibaribe/Léo Lemos

Com desempenhos similares nas competições do primeiro semestre, Náutico e América-MG tentam esquecer os maus resultados, virar a chave, e dar início, nesta sexta (12) às 21h30, na Arena de Pernambuco, a uma remontada na temporada com a disputa da Série B.

Com um início de temporada caótico, o Timbu foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, na fase de grupos da Copa do Nordeste e está em desvantagem na disputa pelo terceiro lugar do Pernambucano contra o Santa Cruz. Já o Coelho disputou o Mineiro, a Primeira Liga e a Copa do Brasil. No Estadual foi eliminado nas semi para o Cruzeiro. Na Primeira Liga foi o laterna do grupo, somando apenas um ponto. E na Copa do Brasil foi desclassificado na segunda fase para o Murici-AL nos pênaltis. 

Se nos resultados às equipes tiveram desempenhos parecidos, o ambiente dos clubes não seguem as mesmas similaridades. No lado Mineiro o cenário é de serenidade e confiança no trabalho que está sendo realizado. As eliminações precoces na Copa do Brasil e na Primeira Liga não foram capazes de colocar em xeque o trabalho desenvolvido pelo técnico Enderson Moreira, muito pelo contrário, a diretoria mostrou que acredita em um trabalho à longo prazo e quer renovar o quanto antes o contrato do treinador. Enderson é peça imprescíndivel na montagem do elenco e já trabalha ativamente nas negociações com jogadores para reforçar o clube. A diretoria do América já anunciou oficialmente três jogadores: os atacantes Bill (ex-Ceará), Luan (ex-Palmeiras) e Hugo Cabral. Além disso, o lateral-direito e o zagueiro Lima já treinam com o grupo e aguardam a assinatura do contrato para serem oficializados. 

Pelo lado Pernambucano o cenário é de terra arrasada. Assolado por más gestões, brigas de ego e conflitos políticos, o futebol - carro chefe - tem sofrido com salários atrasados, em cinco meses 3 técnicos diferentes, jogadores rescindindo contrato (Dudu, Giovanni e Páscoa), outros estão negociando a saída do clube e treinam em separado (Marco Antônio, Maylson e Anselmo). Uma conjuntura calamitosa, que precisava de um choque de realidade. E ao que parece já foi iniciado ao contratar Waldemar Lemos, um técnico acostumado a trabalhar em momentos de crise, com equipes que possuem um aporte financeiro menor, que procura valorizar o futebol das categorias de base e que procura romper com uma cultura imediatista e de gastos desenfreados para implantar uma filosofia de trabalho à longo prazo e de adequação da realidade financeira.

Confronto

Se as equipes mantiverem o que vem acontecendo no retrospecto dos duelos, a promessa é de um grande jogo, com muitos gols e com um vencedor. Nos últimos 6 jogos que Náutico e América-MG se enfrentaram não houve empates, foram 4 vitórias alvirrubras e 2 triunfos do Coelho. A média de gols do confronto é de impor respeito: 3,5 gols por partida. Com estratégias de jogo similares, a expectativa é de um jogo de muita marcação e transição rápida com a bola (contra ataques). 

Náutico
Provável Escalação: Tiago Cardoso; David, Tiago Alves, Nirley e Manoel; Darlan, João Ananias, Cal, Erick e Jefferson Nem; Alison. Técnico: Waldemar Lemos.

América-Mg
Provável Escalação: João Ricardo; Alex Silva, Messias, Rafael Lima e Ernandes; Gustavo Blanco, Juninho, Matheusinho, Ruy e Gérson Magrão; Pilar (Hugo Almeida). Técnico: Enderson Moreira

   

Sistema Tático: Análise tática da derrota do Náutico no Clássico das Emoções

sábado, 6 de maio de 2017 0 comentários

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Mesmo o técnico Milton Cruz tendo 13 dias para treinar, ajustar posicionamentos e mostrar evolução de conceitos e ideias da equipe do Náutico, visando o confronto diante do Santa Cruz pela disputa do terceiro lugar do Campeonato Pernambucano. O que se viu na vitória dos Tricolores por 2 a 1, foi um Náutico mais uma vez letárgico, que possui dificuldades imensas em propor o jogo, posse de bola nula, sem aproximação, falta de compactação, transição defensiva lenta, marcação passiva, com momento ofensivo à base da individualidade e exagero de bolas alçadas na área.

Com conceitos e princípios de jogo mais consolidado, desde o início da partida o Santa Cruz mostrou qual seria a sua estratégia: ser reativo. Os comandados por Vinícius Eutrópio negaram espaços ao Náutico, se compactaram longitudinalmente e transversalmente, realizaram perde e pressiona e quando detinham a bola ora buscavam a transição rápida com Thomás e André Luiz pelos flancos, ora tentavam descansar com a bola e encontrar o melhor momento para realizar o arremate ao gol adversário.

Foto: Reprodução/Premiere

Com o adversário ofertando a bola, o Náutico teve que propor o jogo e mais uma vez mostrou dificuldades. Mesmo realizando uma saída com 3 jogadores para gerar superioridade numérica no setor da bola e consequentemente sair com mais facilidade o time comandado por Milton Cruz mostrou que não se sente a vontade ao ter a bola. Diante de um adversário que fecha bem os espaços, é de fundamental importância que os jogadores sem a bola se movimentem e crie linhas ou zonas de passes. E durante a partida poucas vezes isso ocorreu. Na imagem é possível observar a dificuldade do meio-campista Darlan para construir as jogadas ofensivas do Náutico. Pois os seus companheiros ficam estáticos em suas posições. 

Foto: Reprodução/Premiere

E essa foi a tônica durante a maior parte do jogo. Um time disperso, sem concentração e que não tinha proximidade. Os jogadores pouco se ajudavam em campo. O Náutico não conseguia realizar triangulações e insistia nas jogadas de vitória pessoal, ou seja, o 1x1. E como o Santa conseguia ter superioridade numérica pelos lados o time alvirrubro tinha dificuldades no terço final de campo. Como consequência, tentavam cruzamentos antecipados na área esperando que o acaso agisse. No lance abaixo, é possível observar a superioridade numérica defensiva Tricolor e também a falta de apoio dos jogadores sem a bola em relação ao portador no momento ofensivo.

Foto: Reprodução/Premiere

Nas transições ofensivas o Náutico também deixou a desejar. Com muitos toques de lado e pouca objetividade e verticalidade o Timbu pouco incomodou os tricolores que na maioria das vezes já estavam com a sua linha defensiva bem postada. E quando conseguia finalmente progredir em uma situação favorável além da defesa adversária sustentada, esbarrava na falta de movimentação, criação de linha e zona de passe à frente da linha da bola. Na imagem vê-se que Anselmo sai da área (foi uma movimentação corriqueira no jogo) e abre espaço para que Maylson infiltre na defesa adversária. Porém os jogadores não atacavam os espaços e a jogada era retardada ou a bola era perdida.

Foto: Reprodução/Premiere

Sem tanta efetividade com a bola nos momentos de transição ofensiva e ofensivo, o Náutico mostrou que a transição defensiva também não está bem. Com uma recomposição defensiva lenta, sistema defensivo desajustado, que não pressionava, que assistia ao portador tomar a melhor decisão foi assim que o torcedor alvirrubro observou o primeiro gol do Santa Cruz, assinalado pelo atacante André Luiz. No lance observasse que Thomás é o portador da bola e David lhe dá muito espaço para pensar qual a melhor jogada. Tiago Alves e Nirley estão no mano a mano com Léo Costa e Júlio Sheik e André Luiz está gerando amplitude no setor direito. Se os jogadores tivessem formado uma linha de 4, possivelmente o desajuste seria menor e o gol poderia ter sido evitado. Claramente uma falta de sincronismo defensivo.

Foto: Reprodução/Premiere

Com a derrota o Náutico precisa vencer por um gol de diferença no jogo de volta no estádio do Arruda, terça-feira (16). Mas antes Milton Cruz terá a estreia do time na Série B, diante do América-MG, sexta-feira (12), às 21h30, na Arena de Pernambuco. O treinador terá uma semana cheia para treinar, corrigir os erros e tentar encontrar os jogadores ideais para o seu modelo de jogo.

Giovanni destaca evolução pessoal e acredita que elenco atual tem condições de disputar a Série B

segunda-feira, 1 de maio de 2017 0 comentários

Foto: Diego Nigro/ JC Imagem

No futebol atual os técnicos valorizam bastante jogadores que possam atuar em mais de uma função dentro de campo. É o caso de Giovanni. O atleta chegou para ser o camisa 6 e tomar conta da lateral esquerda do time, porém se encaixou melhor atuando na meia-esquerda com Rodrigo Souza protegendo a defesa, Marco Antônio na direita e Dudu jogando centralizado.

"Creio que cresci na competição. Cheguei um pouco abaixo fisicamente, mas depois tive uma evolução, principalmente atuando no meio-campo encaixei bem jogando no sistema de jogo com um losango, implantado pelo Milton. Mas tenho muito a crescer, estou me adaptando bem a esta função e na série B a tendência é melhorar", analisou.

Além das boas atuações como meia, o atleta multifuncional tem se destacado pelas bolas paradas ofensivas e defensivas. Peça chave nas bolas paradas do técnico Milton Cruz, o atleta de 1,82 cm que fez o seu primeiro gol com a camisa do Náutico no clássico contra o Sport, acredita que essa jogada pode ser uma arma para a disputa dos próximos jogos contra o Santa e também para a Série B.

"Ele (Milton Cruz) gosta dessa bola rápida na primeira trave. Nós temos cobradores muito bons como Marco (Antônio) e Dudu. E eu sempre tive essa característica de fazer essa primeira bola tanto na parte ofensiva quanto defensiva. Nós temos treinado exaustivamente as bolas paradas e creio que nos próximos jogos pode sair mais alguns gols", explicou Giovanni.

Apesar de ter dois jogos pela disputa do terceiro lugar do Pernambucano, o pensamento dos atletas já começa a mudar de competição e focar o Campeonato Brasileiro da Série B. Para uma competição de pontos corridos e de regularidade, Giovanni entende que o elenco atual independentemente dos resultados não satisfatórios tem totais condições de realizar uma boa campanha na Série B.

"É uma equipe que veio se encaixando durante as competições e sabíamos que iria ter algumas dificuldades por ter muitos jogadores chegando nesta temporada e também devido à troca de treinador. E não é da noite para o dia que tudo se encaixa, a gente viu que principalmente nos clássicos a equipe deu uma boa resposta. Temos um bom elenco e se todos se doarem ao máximo as chances de se fazer uma boa campanha são excelentes", pontuou. Mas não rechaça a possibilidade de contratação para encorpar o elenco. "Todo reforço é bem-vindo", concluiu.

Mesmo não estando em ritmo de competição como os rivais Sport e Santa Cruz, o lateral/meia pensa que as semanas livres para realização de treinamentos táticos, técnicos e físicos podem ser fundamentais para uma competição como a Série B do Brasileiro.

"Serve para condicionar melhor para uma competição tão longa e desgastante como é a série B e, assim, diminuir os riscos de lesões e queda de rendimento durante a competição. Esse período estamos aproveitando para chegar ainda mais forte na parte física", ilustrou.

O Timbú recebe o Santa Cruz, sábado (06), às 16h, na Arena de Pernambuco, em jogo válido pela disputa do terceiro lugar do Campeonato Pernambucano. A partida de volta no estádio do Arruda ainda não tem data marcada. Em meio a disputa do terceiro lugar do Estadual, o Náutico fará a sua estreia na série B diante do América-MG, sexta-feira (12), às 21h30, na Arena de Pernambuco.

Dudu afirma que "situação vai ser superada e o ano do Náutico vai ser bem melhor"

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Foto: Marlon Costa/ Pernambuco Press

Com salários atrasados, especulações de troca de diretores e promessas de pagamentos não concretizadas, os atletas e funcionários resolveram paralisar as atividades na última quinta-feira(27), no CT Wilson Campos. Com isso, "forçaram" um posicionamento imediato da cúpula alvirrubra sobre o que estava acontecendo com o clube no âmbito político e financeiro. E a resposta foi ágil. O Presidente Ivan Brondi e o recém nomeado Vice-Presidente de Futebol Emerson Barbosa programaram uma reunião com os stakeholders (atletas e funcionários) para estancar a crise e responder aos questionamentos das partes. Para Dudu a conversa foi bastante produtiva, transparente e convincente, tanto que ficou decidido o encerramento da greve e a volta às atividades.

"O Emerson (Barbosa) veio passar a situação para nós e disse que o 'clube está se mexendo'. Deu uma tranquilizada falou que estão dispostos a mudar tudo o que estamos vivendo e que tem dinheiro para entrar. Agora vamos esperar um posicionamento concreto, pois não nos deu uma data ainda", explicou.

A realidade vivenciada pelo Clube Náutico Capibaribe não é tão diferente das de outros clubes no Brasil. E não é preciso ir tão longe para ter um exemplo. Basta percorrer 2,2 km, partindo da Av. Conselheiro Rosa e Silva com destino a Av. Beberibe, sede do Santa Cruz. O clube tricolor pernambucano também está em débito com jogadores e funcionários. Entretanto, mesmo com os salários atrasados conseguiu superar o Sport, na Ilha do Retiro. Para o meia-atacante alvirrubro, toda e qualquer história de superação que tenha uma similaridade com a situação atual do Náutico serve para que se possa observar e extrair lições.

"Nós temos que tirar lições de coisas positivas, independente de que seja o Santa Cruz ou qualquer outro clube que esteja vivenciando este mau momento financeiro que estamos passando. Todos viram o que fizemos ao longo da competição, mesmo estando com a situação financeira comprometida. Mas temos que seguir focados dentro de campo, pensando em vencer sempre e esquecer essa situação que nos deixa bastante chateados", afirmou Dudu.

Dudu revelou que apesar da situação em que o Náutico se encontra não favorecer a criação de um bom ambiente de trabalho, os jogadores e funcionários estão imbuídos para garantir um ambiente harmônico e de felicidade no clube, independente das restrições financeiras.

"O grupo aqui é muito bom. Poucas vezes eu vi um grupo alegre como este, mesmo estando em uma situação financeira complicada. É incrível chegar na rouparia, na cozinha e nos demais lugares e observar o sentimento de alegria e satisfação por trabalharem no clube. Tenho certeza que a casa vai ser arrumada, essa situação vai ser superada e o ano do Náutico vai ser bem melhor", afirmou Dudu.

O Náutico enfrenta o Santa Cruz pela disputa do terceiro lugar, pelo Campeonato Pernambucano, sábado (06), às 16h, na Arena de Pernambuco.

Greve encerrada: Direção do Náutico age rápido e contorna suspensão das atividades

quinta-feira, 27 de abril de 2017 1 comentários

Foto: JC Imagem

Depois do comunicado dos atletas informando a suspensão imediata das atividades, a diretoria do Náutico montou um gabinete de crise para rapidamente tentar negociar com os jogadores e funcionários sobre os salários atrasados. O presidente Ivan Brondi prestou alguns esclarecimentos ao elenco e funcionários do clube e ficou definido que a programação está mantida e irá acontecer normalmente nesta sexta-feira (28), no CT Wilson Campos.

Entenda o Caso

Com salários atrasados - o grupo não recebeu fevereiro, março e abril, além da quantia relativa aos direitos de imagem de janeiro, fevereiro, março e abril - os atletas alvirrubros liderados pelo capitão Marco Antônio anunciaram a suspensão das atividades no Clube Náutico Capibaribe, na tarde desta quinta-feira (27), no CT Wilson Campos.

"Estamos aqui para expor e falar diretamente a quem interessa para a gente que é o torcedor. Tentamos com todas as forças classificar o time e agora que acabou o campeonato estávamos esperando uma posição da diretoria em relação à situação financeira do clube. Não vamos a campo porque queremos alguma posição da diretoria em relação aos salários. Temos visto entrevistas de diretor falando sobre contratações, em trazer mais jogadores e a gente aqui já está em situação dificílima. Por isso, viemos falar para o torcedor que da nossa parte nunca falou empenho e dedicação e às vezes pagamos pelo o que acontece fora de campo. Espero que o Náutico deixe o lado político de lado e pense no escudo do clube”, declarou Marco Antônio.

Se a situação é crítica para os jogadores que chegaram em 2017, para os remanescentes da temporada passada o cenário é mais delicado. Pois os que permaneceram no clube fizeram acordos, cada um ao seu modo para que os atrasados de 2016 fossem quitados. Para o meio-campista, não atual conjuntura não há espaço para a realização de contratações para o fortalecimento do plantel para a disputa da Série B, enquanto os atletas que já estão na "casa" sofrem com os salários atrasados.

"O Náutico é uma instituição de 116 anos e a instituição não tem que pagar por algumas gestões que passam aqui e acabam usando esse artificio de forçar o atleta a acionar a justiça para enfim receber. A gente só não desceu ao campo para de alguma forma tentar alguma posição da diretoria com relação ao que vão fazer com esses salários atrasados, porque a gente tem visto entrevista de diretor falando em contratação, trazer mais jogadores e a gente já está em uma situação dificílima", afirmou o capitão.

O técnico Milton Cruz acompanhou com certa distância toda a reivindicação dos jogadores ao lado do auxiliar técnico Ivan Tozzo no fundo do auditório e, evitou se pronunciar sobre o tema.

Programação da semana:

28/04 - 15h30 - CT Wilson Campos
29/04 - 08h30 - CT Wilson Campos

Darlan ressalta volta por cima no Náutico e foco no Santa Cruz

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Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
Considerado um "pitbull" em campo, Darlan se notabilizou ao longo da sua carreira por ser um jogador viril e de muita marcação. Por ser um jogador que busca o desarme sempre está em rota de colisão com os adversários e, isso lhe trouxe a fama de indisciplinado, devido ao excesso de cartões amarelos e vermelhos. No Náutico o meio campista após um início ruim, vive um momento diferente na sua trajetória, além de mostrar mais eficiência nos lances defensivos, o atleta tem apresentado evolução em alguns fundamentos básicos, como o passe.

Com a lesão de Rodrigo Souza, o técnico Milton Cruz tem recorrido a Darlan para executar a função de ficar mais à frente da defesa para realizar as compensações defensivas e também ser o construtor das jogadas quando o Náutico detém a bola. E caso seja escolhido pelo técnico mais uma vez, Darlan garante está preparado para assumir a titularidade.  

"Na minha primeira atuação não correspondi e procurei trabalhar ao máximo para ajudar o grupo. E como o Rodrigo (Souza) está machucado, o Milton Cruz vem apostando em mim e estou correspondendo. Tenho trabalhado todos dias, respeitando todos os jogadores da posição, mas se ele (Milton) precisar de mim estarei pronto", ressaltou.

Após a não classificação para a final do Pernambucano, o Náutico quer esquecer mais um insucesso na temporada e se mobiliza para a disputa do terceiro lugar para ao menos diminuir os prejuízos. Para o meio-campista o foco tem que ser total nesses dois jogos contra o Santa Cruz, pois além de ser um clássico, a conquista do terceiro lugar do Estadual garante a disputa de duas competições importantes no calendário regional e nacional e uma possível receita futura ao clube. 

"O duelo contra o Santa é um confronto à parte e no momento pensamos apenas em ganhar  deles. Agora é disputar o terceiro lugar para conquistar uma vaga na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, pois é um dinheiro a mais que entra no clube. E este ano deixamos a desejar saímos das competições muito rápido", explicou Darlan.

Acabou o tempo para a torcida do Náutico. É agora ou nunca!

quinta-feira, 20 de abril de 2017 0 comentários

Foto: Diego Nigro/JC imagem

"Larguem os lápis", todos nós lembramos destas terríveis palavras nos tempos de escola. Nós a ouvíamos quando o tempo tinha acabado. E é algo similar ao que os torcedores do Náutico estão vivenciando. Faltando apenas 3 dias para a decisão contra o Sport e, precisando reverter uma desvantagem simples de um gol para levar a disputa à uma vaga na final do Campeonato Pernambucano para as penalidades, o torcedor alvirrubro vive um turbilhão de sentimentos: desde o ufanismo ao acreditar cegamente na classificação até a tristeza e a certeza de mais uma eliminação para o arquirrival. Nem tanto ao mar, nem tanto ao céu.

Ao final do primeiro embate na Ilha do Retiro que culminou com a derrota, muitos torcedores postavam em suas redes sociais "Em casa a gente conversa", fazendo uma alusão clara de que na Arena de Pernambuco o Timbu iria reverter o placar. E não estão errados em falar isso. Como mandante, o Náutico possui um aproveitamento de 62,5% - 4 vitórias, 3 empates e 1 derrota - juntando os campeonatos Estaduais e Regionais. Apesar do bom rendimento jogando nos seus domínios, sempre faltava alguma coisa para os jogadores: a torcida. Em 8 partidas na temporada a Arena nunca teve um público acima dos 5 mil pagantes. O jogo que mais se aproximou desses números foi justamente contra o Sport, onde 4.735 pessoas viram a vitória alvirrubra por 2 a 1.

Com capacidade para 45.425 lugares e uma acústica invejável a Arena tem tudo para ser um verdadeiro caldeirão e ser temido pelos adversários, mas não é o que tem acontecido. Na atual temporada o Náutico tem uma média de público de 1.788 pagantes, o que torna a Arena Pernambuco um campo neutro e se não um lugar agradável, um habitat destemido pelos adversários.

Chegou a hora da torcida alvirrubra encarnar a sua segunda pele e entoar o seu amor pelo clube durante os 90 minutos e mais os acréscimos. Chegou a hora de mostrar que ser Náutico não é uma escolha, e sim, um chamado. Chegou a hora de tornar a Arena de Pernambuco um lugar inóspito para os adversários.

O tempo está se esgotando... Pode ser o último suspiro do Timbú em busca do título Pernambucano 2017. 

Todos os caminhos levam a Arena de Pernambuco.

Ingressos


Vendas Online: www.guicheweb.com.br/nautico (até dia 22/04, às 23:59h)

>> SEDE DO NÁUTICO: <<
- 20/04: das 8h às 20h
- 22/04: das 8h às 13h

>> PREÇOS: <<

PROMOCIONAL - Até Sábado (22/04), às 12h na Sede:
> SÓCIO Sul Inferior: R$ 10,00
> Não Sócio Sul Inferior: R$ 10,00
> SÓCIO Leste Inferior: R$ 15,00
> Não sócio Leste Inferior: R$ 15,00
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BILHETERIA DA ARENA (23/04) às 11h:
- SÓCIO Sul Inferior: R$10
- Sul Inferior: R$20 (inteira) e R$10 (meia)
- Leste Inferior: R$30 (inteira) e R$15 (meia)
- SÓCIO Oeste Inferior Premium: R$25
- Oeste Inferior Premium: R$50 (inteira) e R$25 (meia)
- Norte Superior (Visitantes): R$30 (inteira) e R$15 (meia)
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Sistema Tático: Anselmo é muito mais que um fazedor de gols

quinta-feira, 6 de abril de 2017 1 comentários

Foto: Léo Lemos/Clube Náutico Capibaribe

O Brasil se notabilizou por ser o país do futebol. E não é incomum ouvir torcedores repetirem exaustivamente alguns mantras antigos do futebol. Quem nunca ouviu ou falou as célebres frases "atacante vive de gol" e a outra "quem não chuta, não faz gol". E realmente, eles não estão errados. Entretanto, o futebol evoluiu. No futebol moderno não basta o atacante apenas chutar e fazer gols, tem que ter comprometimento tático com a equipe. Tem que ser mais uma peça da grande engrenagem que é um time de futebol.

O Náutico goleou o Central por 5 a 0 e Anselmo balançou as redes por duas vezes. Ele foi um dos destaques da partida não só pelos gols marcados, mas também pela inteligência tática. Ao longo da partida o atacante de 36 anos, mostrou um repertório variado de ações e comportamentos. No início da partida, observando a dificuldade do time alvirrubro na transição ofensiva e em quebrar as linhas defensivas do Central, Anselmo saiu da referência e foi buscar a bola no campo de defesa. Assim, o atacante criou mais uma linha de passe ao portador da bola - Tiago Alves -, além de causar um desajuste na marcação do adversário.

Foto: Reprodução/Premiere

Quando o time perdia a posse de bola no ataque, Anselmo era o primeiro a dar combate e realizar o perde-pressiona. Fechando as linhas de passes do portador da bola, diminuindo o tempo de tomada de decisão e induzindo-o a errar o passe ou a realizar uma jogada que fará com que o time do Náutico retome a posse de bola.

Foto: Reprodução/Premiere

Na parte ofensiva, Anselmo foi importantíssimo na criação de espaços. Ora fazendo o pivô, ora atuando pelos lados de campo. Quando saia da área, o centroavante desajustava a organização defensiva da Patativa e permitia que outros jogadores infiltrassem na grande área. Na imagem, observamos que Anselmo atrai a atenção de 4 jogadores, abrindo espaços para as projeções de Jefferson Renan e de Igor Neves. E a inteligência tática de Anselmo não se limitava a ações com bola. Quando estava sem, o jogador realizava movimentos atraindo a marcação para que outros jogadores atacassem os espaços deixado por ele.  

Foto: Reprodução/PremiereFC

Em seis partidas pelo Timbu, o atacante marcou 5 vezes e
 mostrou que além de um faro de gol apurado, detém uma leitura de jogo aguçada. Fatores que podem ser fundamentais na luta do Clube Náutico Capibaribe pelo título do Campeonato Pernambucano. 

Para Milton, Náutico não terá problemas para furar ferrolho dos times adversários

quarta-feira, 5 de abril de 2017 0 comentários

Foto: Marlon Costa/ Pernambuco Press

Sob o comando de Milton Cruz, o Náutico mostrou certa dificuldade em propor o jogo quando enfrentou adversários que realizam um jogo reativo, fecham os espaços e realizam pressão baixa (atrás da linha de meio-campo). Foi assim na derrota para o Salgueiro (fora de casa) e nos empates em casa contra Campinense e Belo Jardim. 

"Contra o Salgueiro nós sentimos dificuldades, também tivemos desfalques e alguns jogadores importantes não atuaram. E aqui o time veio fechado (Belo Jardim), estavámos em cima após o gol, mas cometemos algumas falhas em sequência e tomamos o gol de empate", pontuou Milton Cruz.

Mesmo com essa aparente dificuldade contra adversários mais fechados, o treinador alvirrubro acredita ter jogadores com função e qualidade suficiente para reverter esse tipo de situação que é comum dentro de uma partida.

"A gente tem que saber furar a retranca. E no elenco temos jogadores com características de quebrar linhas, realizar jogadas individuais... O Erick é um deles, temos o Jefferson Nem e o próprio Giva que tem uma mudança de direção interessante, podem nos dar este suporte quando o momento do jogo pedir", explicou.

Com DM praticamente esvaziado, Náutico terá força máxima no Pernambucano

terça-feira, 28 de março de 2017 0 comentários

Foto: Divulgação/ Clube Náutico Capibaribe

Com eliminações precoces na Copa do Brasil e Copa do Nordeste, o Náutico "ganhou" uma folga no extenuante calendário do futebol brasileiro. Com jogos mais espaçados, o técnico Milton Cruz está tendo tempo para trabalhar e fortalecer a sua equipe para única competição que restou neste primeiro semestre: o Campeonato Pernambucano. Desde que chegou ao Timbu, Milton, nunca teve todo o elenco a disposição. E ainda não será dessa vez. De acordo com o Dr. Francisco Couto, de um total de 9 atletas que ocupam o Departamento Médico (DM), 6 estão sendo liberados e entregues à comissão técnica do Náutico para ajudar no sprint final do Pernambucano.

"Só temos boas notícias hoje. Estamos esvaziando o Departamento Médico. Os jogadores Tiago Alves, Dudu, Rodrigo Souza, Niel e Maylson já estão liberados para a preparação física. O Giovanni e o Nirley que sentiram dores musculares no último jogo, realizaram exames médicos e os resultados foram normais. O Giovanni já está liberado, mas o Nirley ainda não", ressaltou.

Embora tenha sido vetado para treinar hoje à tarde, no CT Wilson Campos, na Guabiraba, Nirley não preocupa e amanhã deve participar normalmente das movimentações com bola. O zagueiro que foi substituído ainda no primeiro tempo com dores musculares - no empate em 1 a 1 com o Belo Jardim, em partida válida pela 8º rodada do Pernambucano - realizou uma ressonância segunda-feira (27) e nada foi detectado, porém o DM preferiu poupar o atleta e iniciar um tratamento fisioterápico.

"Nirley realizou um exame de ressonância e deu tudo normal, não apresentou nenhuma distensão muscular, apenas uma mialgia. Uma lesão de caráter fisiológico, que já está sendo tratada e amanhã estará liberado", explicou Francisco Couto.

MAIS TEMPO NO ESTALEIRO


Sofrendo com constantes lesões desde que chegou ao Náutico, Willian Silva ainda não autou com a camisa alvirrubra. A última lesão foi no ligamento colateral do joelho direito e não precisou de cirurgia. Longe dos gramados há mais de 30 dias, o atacante está em fase final de tratamento e a expectativa é que ele seja encaminhado para a preparação física em 15 dias. Entretanto, não ficaria 100% para as finais do Estadual e só deve ser utilizado ao longo do Campeonato Brasileiro da Série B.

Outro atleta que só volta ao longo da Série B, é o lateral direito Joazi. O atleta sofreu uma lesão no cruzado anterior do joelho direito - na derrota para o Guarani de Juazeiro por 1 a 0 - e precisou realizar um procedimento cirúrgico. Com um terço (30 dias) do tempo de recuperação, Joazi tem respondido bem ao trabalho de reabilitação e nos próximos 60 dias deve ser encaminhado à preparação física e técnica.

"Ele está sem moletas e tem cumprido todo o trabalho de reabilitação sugerido pelo protocolo da fisioterapia. No primeiro momento o ganho de amplitude de movimento, depois o alongamento específico e com mais duas semanas devemos iniciar os trabalhos de reforço muscular em academia", pontuou Couto.

O Náutico só volta à campo no dia 05 de abril, contra o Central, na Arena Pernambuco, pela penúltima rodada do Estadual.

Precisando de vitória elástica, Milton Cruz deve colocar time mais ofensivo contra Uniclinic

quarta-feira, 22 de março de 2017 0 comentários

Foto: Ricardo Fernandes/DP

Guardando a escalação do Náutico sob sete chaves, o técnico Milton Cruz, só deve revelar minutos antes o time que vai à campo para a partida desta quarta-feira (21), em Horizonte, contra o Uniclinic, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste. Apesar do mistério, o comandante alvirrubro não deve mexer muito na espinha dorsal da equipe e já tem em mente quais serão os 11 jogadores iniciais. 

“O time está definido, mas vamos fazer um treinamento hoje à tarde (no CT do Ceará) para ver o jogadores. Quero ver como o Anselmo vai se apresentar. Outro ponto de observação, seria a possibilidade de colocar um volante de mais chegada. Não vai fugir muito do que vínhamos fazendo”, explicou.

A ideia inicial do técnico alvirrubro era utilizar o treino de hoje à tarde no Centro de Treinamento do Ceará, para realizar as últimas observações e sanar as possíveis dúvidas quanto as possíveis entradas de Cal Rodrigues no meio-campo e Anselmo no ataque. Entretanto, devido ao desgaste apresentado pelos jogadores, optou por fazer um trabalho tático (para ajustar o posicionamento defensivo e ofensivo da equipe) e físico - para recuperar o condicionamento dos atletas.

Com as possíveis entradas, o Timbu ganha mais verticalidade, qualidade no passe curto e longo e inteligência de jogo com Cal Rodrigues e, presença de área, pivô e maior capacidade de finalização com Anselmo. A tendência é que seja um Náutico mais ofensivo, vertical e eficiente.

Escalação


O time deve ser praticamente o mesmo que perdeu para o Salgueiro, no último domingo (20), pelo Campeonato Pernambucano, com exceção às entradas de Rodrigo Souza e Cal Rodrigues no meio e Anselmo no ataque. Portanto, o provável time do Náutico que vai à campo contra o Uniclinic será: Tiago Cardoso, David, Nirley, E.Páscoa e Manoel; Rodrigo Souza, Cal Rodrigues (João Ananias ou Darlan), Giovanni e Dudu, Erick e Anselmo (Alisson).

Uniclinic


Sem maiores aspirações na Copa do Nordeste e único time sem pontuar e marcar gols na competição, o eliminado Uniclinic deve jogar com os reservas contra o Náutico em virtude das quartas de finais do Campeonato Cearense. No estadual a Águia de Precabura perdeu por 3 a 1 para o Ceará na primeira partida, mas precisa apenas de uma vitória simples, sábado (25), no Castelão, para levar a decisão para as penalidades. 

 
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