Afinal, a violência é do ou é no futebol?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Uma simples preposição pode fazer toda a diferença, mas a resposta é fácil. Se por acaso a violência for do futebol, ou seja, proveniente dele, quer dizer que a causa da violência está diretamente ligado a pratica e vivencia do esporte. Já quando se afirma, que a violência é no futebol, estamos colocando a violência como um problema geral e que atinge o futebol e outros setores da sociedade também. Qual seria a colocação mais coerente a se fazer? Vamos aos fatos.

Segundo dados do ministério da Justiça, o Brasil é o país líder em violência contra as mulheres (1 a cada 15 segundos é agredida), contra os gays (129 mortes e agressões por dia), crianças e deficientes (mais de 17 mil denúncias de maus tratos), no trânsito (40 mortes e mutilações por dia) além de ser o país líder mundial em homicídios, estamos no país em que acontecem 10% dos homicídios registrados no planeta. A pergunta é, teria como o futebol brasileiro fugir desse contexto? No entanto por mais incrível que possa parecer, no futebol, a prática de violência entre torcidas organizadas embora crescentes, são inferiores aos números da violência geral no país. Sendo mais exato, a violência praticada por vândalos corresponde apenas entre 5% e 7% das T.Os. 

Os fatos nos mostram que o problema da violência é um problema social, ou seja, é dever do estado investir de maneira forte na segurança do país punindo as pessoas. Medidas que colocam a culpabilidade na vivência do esporte além de equivocadas, pouco se viu surtir efeito como proibição determinadas torcidas de entrarem nos estádios, jogos de torcida única, proibição de bandeiras, faixas e instrumentos, coisas que fazem parte da cultura torcedora do nosso país se mostraram fracassadas. Aqui em Pernambuco por exemplo, onde as três principais torcidas estão banidas dos estádios desde 2014, os conflitos continuam ocorrendo do lado de fora dos estádios. Outro exemplo foi o incidente que ocorreu no Rio de Janeiro, após o final da Copa Sul-americana, onde o caos generalizado, tomou conta dos arredores do Maracanã, mesmo com a Torcida Jovem do Flamengo está banida por três anos de frequentar os estádios. Ninguém pôde ser punido, porque na teoria, a torcida "responsável" pelo incidente está proibida de frequentar os estádios.

Foto: Márcio Alves / Agência O Globo


A única maneira de coibir a violência é com a punição por CPF, ou seja, diretamente a pessoa que pratica os atos de vandalismo, como em qualquer outro ato de transgressão da lei, baseada na experiencia de outros países que conseguiram atuar de forma positiva na redução da violência que atinge o futebol.

Para concluir, fica a pergunta:No dia que por uma canetada qualquer, acabarem com o futebol, essas pessoas que praticam esses atos de vandalismos, vão parar de transgredir?


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