Nem sua história pelo clube, nem os 66% de aproveitamento frente ao comando da equipe rubro-negra, as 15 vitórias em 25 jogos e a classificação em todos os campeonatos em disputa com apenas duas derrotas na atual temporada, foram suficientes. A paciência diretoria leonina, juntamente com a da torcida, acabaram depois do empate dentro de casa contra o time reserva do Santa Cruz. Os números e todas as classificações possíveis até agora conquistadas podem deixar no ar, um certo teor de exagero na sua demissão, no entanto, vamos listar aqui 5 motivos pelo qual mesmo com esse bom aproveitamento o estopim da diretoria e da torcida acabaram, culminando na demissão do treinador, e a chegada de Ney Franco.
1 - Falta de variação tática
Quando foi admitido no final da temporada passada, o técnico Daniel Paulista foi o responsável por tirar o Sport do risco de rebaixamento, sua chegada deu ânimo aos jogadores e fez algumas mudanças de peças que foram circunstanciais para a permanência do time na primeira divisão. No entanto desde que foi promovido ele continua com o mesmo esquema do jogo engessado de Osvaldo de Oliveira, o 4-2-3-1, sem alteração tática o time se tornou previsível e assim como no período de Osvaldo, continuou a depender de jogadas individuais de jogadores como Diego Souza e Rogério.
2 - Alterações previsíveis
Uma coisa que chamou a atenção de Daniel nesse período, foi o medo que o treinador mostrava em mudar o esquema de jogo durante a partida em resultados adversos, as alterações eram as mesmas e por jogadores de mesma posição. O esquema tático continuava intocável a ponto do time reserva do Santa Cruz, conseguir filtrar boa parte das jogadas ofensivas no primeiro tempo.
3 - Não achar um esquema que diminua dependência de Diego Souza
Não há dúvidas que Diego Souza é um excelente jogador, e a substituição do mesmo, seria algo muito difícil ainda se tratando de um jogador de seleção, mas não passou pela cabeça de Daniel escala um time com dois meias atuando pelo meio, por onde atua o DS87? Preenchendo o meio de campo, dividindo a responsabilidade de apenas um jogador criar a jogadas
4 - Falta de comando técnico
Daniel Paulista se deixou perder a autoridade do elenco, se tornou um "amigo" dos atletas, não que o comandante não deva ser, mas de um comandante exige tanto amizade quanto a cobrança a medida que for necessária, autoridade e por vezes uns puxões de orelha. Um exemplo da falta disso, foi quando Rogério perdeu dois gols claríssimos, na pequena área só com o goleiro por displicência, que não foram suficientes para Daniel Paulista dar sequer um puxão de orelha no atacante, que teriam garantido a vitória, mesmo com um futebol fraco. A falta de quem chamasse a atenção se refletiu em vários jogos contra equipes frágeis, onde o Sport fazia más partidas, mas acabava vencendo muito mais por conta da fragilidade do adversário, como ocorreu contra o Boa Vista-RJ na ilha do Retiro, Sampaio Correia, 7 de Dourados.
5 - Daniel tem história com o Sport
Desde a conquista do Copa do Brasil, onde foi peça fundamental até a aquisição do CT, Daniel pode-se dizer que tem o DNA rubro-negro, mas notadamente lhe faltava a experiencia, algo natural para um primeiro trabalho, afinal não é sempre que vai surgir um Eduardo Baptista, ou o mesmo início de trabalho, o que não quer dizer que posteriormente possa se tornar um treinador vitorioso. Mas em respeito a sua história pelo Sport, foi a decisão mais acertada a ser tomada pela diretoria, que também acertou em convida-lo a voltar para o cargo de assistente técnico, o que foi aceito pelo mesmo.
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| Foto: Diego Nigro |








Profissional competente que merece o respeito do torcedor rubro negro.