O futebol moderno acaba com a cultura das arquibancadas

quarta-feira, 31 de maio de 2017 0 comentários

O futebol moderno chegou como uma ditadura, basicamente uma série de imposições e regras que tentam estabelecer modelo Premier League de como o torcedor deve se portar dentro do estádio, e até de como o jogador deve comemorar o gol.

Os altos preços dos ingressos como vimos na matéria anterior, proibições dentro e fora das quatro linhas, vem mudando aos poucos o esporte como ele sempre foi. As primeiras proibições começaram a acontecer já em 2010, a causa disso? A Copa do mundo de 2014 que aconteceria no Brasil, por conta dela, várias proibições começaram a ser institucionalizadas. Coisas que faziam parte da festa das arquibancadas começaram a ser proibidas como bobinas, papel picado, trapos, instrumentos de som, sinalizadores, ( Diferente do sinalizador naval responsável pelo morte do menino no acidente em Oruro), bandeiras e limite de faixas, e detalhe, a depender do conteúdo da faixa, ela pode não entrar no estádio, como ano passado quando a torcida gaviões da fiel do Corinthians foi proibida pela polícia de entrar no no próprio estádio com uma faixa que fazia referência ao escândalo das merendas do governo do estado de São Paulo. Antes disso em 2012, o Náutico quando ainda estava na série A durante uma partida contra o Atlético Goianiense, abriu uma faixa com os dizeres "Não irão nos derrubar no apito", imediatamente o arbitro do jogo Leandro Pedro Vuaden parou o jogo e só reiniciou depois da faixa ser devidamente dobrada.

Torcida ultras

O "comodismo" das novas arenas nunca foi o problema, e sim, a imposição de que todos tenham de se adaptar ao modo de assistir o jogo dentro da arenas, é preciso respeitar o torcedor que prefere ficar em pé, perto do campo, sem acesso a wifi e tomar sua cerveja ou refrigerante, tanto quanto o torcedor que prefere pagar para assistir ao jogo sentado, se servindo de Capuccino ao invés de cerveja, assistindo aos jogos em poltronas reclináveis ao invés de assistir de pé onde possam usar o celular tranquilamente enquanto o jogo acontece, mas não impôr isso a todos que frequentam os estádios. Inclusive a retirada de elementos que davam mais emoção a torcida como a entrada do time de casa e do time visitante cada uma por vez, e não como acontece hoje, com as duas equipes entrando ao mesmo tempo, ao som de uma música RIDÍCULA da CBF. Um atentado à rica cultura das arquibancadas do Brasil, cada vez mais limitada dentro do seu próprio espaço.

O fato é que estas imposições estão tornando da experiencia de ir assistir o jogo nas arquibancadas está ficando cada vez mais enfadonho, sofrendo por interferência de outras culturas, como se o futebol brasileiro já não fosse rico o bastante culturalmente, resultando em estádios cada vez mais silenciosos.

Waldemar Lemos trabalha confiança do elenco e pede apoio da torcida do Náutico

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Foto: Ricardo Fernandes/DP

O desempenho e os resultados do Náutico não vão nada bem neste início de Brasileiro Série B. Em 4 partidas, a equipe comandada pelo técnico Waldemar Lemos, somou apenas um ponto, tomou 7 gols e não marcou nenhum. Para tentar mudar esse cenário e reagir na competição, o técnico tem realizado trabalhos voltados para a recuperação do sentimento de confiança.

"Nesses três dias o tema que trabalhei muito forte com os jogadores foi a confiança. Pedi a cada jogador que identificasse e falasse a respeito do assunto. Eu acho que ela não cai do céu e vai ser recuperada no dia-dia. E através do trabalho cada um vai encontrando a sua própria (confiança) e depois vai passando para o grupo e consequentemente resgatando a confiança no clube", explicou Waldemar.

Mesmo com a terceira derrota seguida, Waldemar Lemos enxergou evolução em alguns setores da equipe. Entretanto, chamou a atenção para os gols que o Náutico tem sofrido.

"Vi uma atuação muito boa dos atacantes Alisson e Gerônimo. A entrada do Aislan nos proporcionou uma consistência defensiva. A estreia do Jeandersson também foi boa. O David retornando muito bem. Em suma foi bem diferente da última partida contra o Ceará, mas seguimos trabalhando para não tomar determinados tipos de gols", comentou.

Mesmo sem vencer e marcar gols na Série B, o treinador alvirrubro acredita que a vitória irá acontecer naturalmente. Além disso, pediu a compreensão e o apoio da torcida nesse momento delicado que o Timbu tem atravessado.

"Estamos confiantes e esperançosos que vai acontecer (a vitória), mas hoje enfrentamos uma equipe que está junta há muito tempo. E nós estamos em fase de reconstrução, nos movimentando bastante para que todos cresçam. Espero que a torcida cresça nesse momento e tenha paciência para que a gente consiga reverter qualquer situação de crise ou dificuldade", explicou.

O Náutico terá uma semana livre para trabalhar antes de voltar a campo na próxima terça (06), às 20h30, na Arena Pernambuco, contra o Oeste. Após o confronto com os paulistas, o Timbu irá encarar uma maratona de 5 jogos - Internacional (F), Paraná (C), Boa Esporte (F), Goiás (C) e Guarani (F) - seguidos às terças e sábados em um intervalo de 14 dias.


Ano começou com velhos erros da diretoria do Sport

sexta-feira, 26 de maio de 2017 0 comentários

"Eu não estou me candidatando a presidência para rivalizar com Santa Cruz e Náutico, quero administrar o Sport para me colocar de igual com o Flamengo, Corinthians" falava em campanha a presidência Arnaldo Barros, enaltecendo os 40 títulos pernambucanos, do qual participou indiretamente de apenas um deles. Outra declaração foi a de que colocaria o Sub-20 no campeonato pernambucano pelo mesmo se tratar de um campeonato de pouca importância, e por uma coincidência do destino, o título do estadual pode ser o alento desse primeiro semestre, que está longe pelo próprio discurso do presidente, de salvar o semestre visto  que para o mandatário leonino, tratas-se de um campeonato irrelevante. Fora de campo o clube não deixa a desejar a bastante tempo sem atrasar salários, campanhas de sócio, o desenvolvimento do CT, no entanto o bom planejamento fora de campo, não significa que o planejamento dentro de campo vem dando resultados, muito menos justifica o fato por exemplo de ter conseguido apenas dois títulos nos últimos 7 anos, e nas competições internacionais, fazendo péssimas atuações sem nunca ter passado de segunda fase da Copa Sulamericana. Este ano o discurso ambicioso de Arnaldo Barros de bater de frente com os times de primeira linha até agora não se viu. Nas duas decisões do time rubro-negro contra times da série A acabaram em derrotas, na Copa do Brasil para o Botafogo com um jogador a mais e a própria perda do título para o Bahia, mostra como a equipe não alcançou o patamar pretendido pelo presidente. Enumeramos quatro erros cruciais que fizeram desse primeiro semestre, não sair do modo que era esperado.

  • Não é o forte dessa diretoria admitir erros, as reclamações por conta de arbitragem sempre ganham holofotes maiores que necessários, tornasse difícil a melhora por parte da gestão, quando não se consegue admitir erros. A final contra o Bahia, embora houve expulsão injusta do atacante Rogério, o time não foi merecedor do título deixando a desejar inclusive em outras decisões contra times mais fracos, como Joinville, Campinense e Danúbio-URU.

  • Fora das quatro linhas, com apenas cinco meses, o Sport já parte para o terceiro técnico no ano, situação pior que a vivenciada ano passado por exemplo, quando se tinha um elenco notadamente mais fraco essa altura o Sport encaminhava para o segundo treinador na temporada de 2016, no caso o Osvaldo de Oliveira. 

  • Novamente com a maior cota da história do clube, o clube mostrou falta de critério nas contratações investiu muito dinheiro em poucos jogadores, além de não ter conseguido achar durante pelo menos cinco meses um jogador que pudesse fazer a posição de meia centralizado, que atualmente conta apenas com o jogador Diego Souza que vem sendo utilizado em outra posição, além disso se viu obrigado a subir vários jogadores da base, que acabaram oscilando devido o elenco reduzido do time do Sport, queimando alguns jogadores da base, que tiveram etapas queimadas, de irem entrando aos poucos.

  • Falta de planejamento no que tange a prioridades de competições, o elenco jogou boa parte das cinco competições com o time titular, ocasionando várias lesões em quase todos os jogadores do elenco. Decisão que cabia diretoria, juntamente com comissão técnica definir, o que acabou não sendo posto em questão.
Foto: Peu Ricardo/DP

O mandato do presidente Arnaldo e diretoria começou como se esperava e para você torcedor leonino, o que deve ser feito para que o segundo semestre seja diferente?

Sistema Tático: No duelo de ideias de futebol apoiado e reativo, Figueirense controlou bola e espaço e, venceu um Náutico desajustado

domingo, 21 de maio de 2017 0 comentários

O futebol brasileiro, assim como, o mundial observa o confronto de duas propostas de jogo: apoiado versus reativo. Na primeira, os técnicos e times que possuem esse princípio buscam ter uma posse de bola produtiva, triangulações, proximidade, passes curtos e verticais. No segundo modelo, os times têm como proposta controlar os espaços, através do encurtamento do mesmo, superioridade no setor da bola, perde e pressiona, transição rápida e verticalização vertiginosa. E os técnicos de Figueirense e Náutico são adeptos dessas ideias de jogo. O treinador alvinegro, Márcio Goiano, que apesar de ser um ex-zagueiro, busca internalizar nos seus jogadores o desejo de ter o controle da bola. Já Waldemar Lemos, comandante do alvirrubro, prefere um time com marcação forte e transição rápida em direção ao gol. 

Desde os primeiros movimentos o Figueirense buscava criar situações com superioridade numérica pelos lados para alargar a defesa alvirrubra, que consequentemente em resposta a amplitude do alvinegro, se postou com uma linha de 5 defensores (com a entrada de Maylson como mostra a imagem abaixo) nessa linha na tentativa de fechar os espaços e conter as infiltrações do adversário. Mesmo estando bem postado no momento defensivo, o Timbu sofreu um gol, devido a erros individuais de marcação de Maylson, ao dar espaço ao lateral direito, e de David - ao fechar de mais a linha defensiva e permitir a entrada de Jorge Henrique na segunda trave.


Foto: Reprodução/Premiere

  
Após o gol o Náutico tentou se impor e igualar o placar. Entretanto, além de um adversário bem montado defensivamente, esbarrou na falta de movimentações e criações de zonas e linhas de passe. Em muitas oportunidades foi possível ver essa imagem abaixo. O time Pernambucano tentando construir as jogadas desde o campo defensivo, por intermédio de Darlan (jogador responsável por iniciar as jogadas) e o Catarinense fazendo um cinturão com 4 jogadores para dificultar a saída de bola do adversário, obrigando o Náutico a ficar girando a bola de um lado para o outro sem conseguir achar um espaço, isso fica visível quando olhamos a porcentagem de acertos de passes do time na partida: 88% (264 passes certos). Com isso, o Figueirense mantinha o Náutico longe do seu campo e estava mais perto da baliza adversária, se conseguisse roubar a bola.


Foto: Reprodução/Premiere

Sem aproximação dos jogadores, o time comandado por Waldemar Lemos sofria para dar sequência nas jogadas. O Figueira assim que perdia a bola realizava o "perde e pressiona", ou seja, os jogadores que estivessem perto de onde a bola foi perdida, imediatamente buscavam recuperá-la. No lance abaixo, observasse que Cal Rodrigues está em desvantagem numérica, pois o time alvinegro tinha superioridade no setor e sem aproximação  e apoio dos jogadores, no meio de 4 jogadores adversários o meio campista do Náutico é facilmente desarmado.

Foto: Reprodução/Premiere

Quando finalmente conseguia passar pelo "cinturão" alvinegro e tirar a bola da zona de pressão, o Timbu encontrava mais dificuldades. Diante da pouca movimentação para criar linhas de passes ou gerar profundidade, o time alvirrubro era presa fácil para a marcação do Figueira. O time de Márcio Goiano se defendia com duas linhas de 4, com marcação por zona com perseguições curtas no setor, ou seja, cada jogador do time alvinegro encaixava em algum jogador do Náutico para fechar os espaços e dificultar a progressão da jogada.

Foto: Reprodução/Premiere

Se sem a  bola o Figueirense era impecável, quando detinha o controle dela pôs em prática tudo o que era treinado pelo técnico Márcio Goiano. O time construía as jogadas desde o seu campo defensivo. Fazia uma saída de 3 (Figura 1), onde dois jogadores abrem na lateral e um centraliza, assim gerando superioridade numérica e facilitando a transição ofensiva. Outro princípio bastante utilizado pelo Figueirense era a triangulação pelos lados direito com o lateral Dudu, o meia Zé Antônio e o atacante Jorge Henrique (Figura 2) e pelo lado esquerdo com o lateral Iago, o meia Robinho e o atacante Luidy. Sempre com superioridade no setor, as jogadas pelos lados levavam perigo a defesa alvirrubra. E a aproximação dos jogadores foi refletiva nas estatísticas de passes certos. No total, trocou 491 passes, tendo um aproveitamento de 93% (458 passes certos). O controle da bola foi tamanho que em intervalos de 5 minuto a posse de bola do time alvinegro ultrapassava os 80%, segundo dados do Footstats, evidenciando a boa execução do estilo de futebol apoiado.

Foto: Reprodução/Premiere (Figura 1) 
Foto: Reprodução/Premiere (Figura 2)

Com problemas no momento defensivo e na transição defensiva, o Náutico seguia cedendo muitos espaços para o Figueirense, que conscientemente alargava o campo com o lateral direito Dudu e ora com Luidy, ora com Jorge Henrique pelo lado oposto gerando amplitude. Além disso, a passividade na marcação de Maylson, ao não tirar o espaço de Robinho, fez com que o meia tivesse tempo para tomar a melhor decisão: se tocava na direita para Dudu ou se enfiava a bola para Henan que gerava profundidade. Consequentemente Manoel se distanciou da linha defensiva ao ir em direção do lateral do Figueirense. Com isso, Robinho lançou nesse espaço a bola para Henan assinalar o terceiro e derradeiro gol do clube catarinense.  

Foto: Reprodução/Premiere
Com a expulsão de Darlan no início do segundo tempo e perdendo por três gols de diferença, o Náutico se fechou no seu campo para tentar evitar a progressão do adversário e não tomar mais gols.


Foto: Reprodução/Premiere
Durante os 90 minutos o Figueirense mostrou ideias mais azeitadas e incutidas em seus jogadores e, com os gols de Jorge Henrique, Robinho e Henan, venceu por 3 a 0 um Náutico desajustado defensivamente e que atua de forma aleatória. Waldemar Lemos terá muito trabalho para ajustar a equipe do Náutico com o campeonato em andamento. Já o principal desafio do técnico Márcio Goiano é fazer com que o seu time mantenha esse nível de desempenho durante o campeonato da Série B.

Ingressos caros e elitização, um mal do futebol moderno

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A partida entre Danúbio-URU x Sport foi uma partida histórica, marcava a volta de um clube pernambucano após 62 anos, ao monumental estádio Centenário, palco da primeira final da Copa do Mundo em 1930.  A partida que foi vencida por 3x0 pelo Danúbio, mas acabou com a classificação rubro-negra numa noite inspirada do goleiro Magrão que classificou o leão para a próxima fase da Copa Sul-americana nos pênaltis.

Mesmo com uma emocionante passagem de fase, a torcida do Sport a principio não teve muito o que comemorar, o ingresso pro torcedor leonino custou absurdos 2.300 pesos, algo em torno de 261 reais, enquanto a torcida do clube mandante pagou pelo mesmo setor 200 pesos, equivalente a 20 reais na nossa moeda. Essa é uma pratica abusiva que no Brasil também é recorrente, torcedores de clubes rivais pagam pelo mesmo setor, preços bem maiores como forma de tirar vantagem, ou simplesmente afastar o torcedor rival, como se tal medida pudesse interferir no resultado. Por muito tempo essa prática passou como algo natural, até que tal medida começou atingir a todos, ou seja, ingresso caro para todos os torcedores visitantes ou não. A elitização das novas arenas, também veio como um tiro certeiro nos torcedores mais humildes que viram uma diferença discrepante no preço dos ingressos, em 2014 os ingressos para jogos nas novas arenas chegavam a ser mais de 100% mais caros que nos demais estádios.

Em uma pesquisa divulgada no site da revista Época, o professor brasileiro de administração esportiva, Oliver Seitz da University College of football Business de Londres, mostrou que em 2015 o Brasil era o país com os ingressos mais inacessíveis do mundo, em média um torcedor teria que trabalhar 11 horas semanais para conseguir ter entrada em todos os jogos do seu time no campeonato brasileiro, para se ter uma ideia, na França um trabalhador teria de trabalhar cerca de 02h:36 minutos para ir a todos os jogos do PSG, e um espanhol que torce para o Barcelona teria de trabalhar 06h:42 minutos para ir a todos os jogos do seu time na La Liga. A conta feita foi a seguinte: Divide-se o salário mínimo pela carga horária de trabalho de cada país, e depois pelo preço do ingresso mais baixo disponível.

No Brasil a realidade já está um pouco diferente, os preços estão mais baixos, mas não pela boa vontade dos nossos cartolas, mas por conta da crise econômica, e pela incompetência dos consórcios em administrar as arenas que com preços altíssimos nos tíquetes, não souberam lhe dar com a instabilidade econômica do país, causando desistência de vários desses consórcios passando a administração em alguns casos para os clubes e em outros ficou para os estados. Na Inglaterra, país onde os ingressos são reconhecidamente caros, torcedores de vários clubes como do Liverpool, Arsenal e Chelsea se mobilizaram e pressionaram os cartolas da Premier League para baixar o valor dos ingressos para os setores de torcida visitante e depois de muitos protesto conseguiram vitória, fazendo com que a cúpula da Premier League pusesse um teto de 30 libras para o torcedor visitante pelas próximas 3 temporadas. Um grande exemplo de como a pressão popular, pode sim, dar resultados.
Foto: Reuters / Protesto contra preço dos ingressos da torcida do Liverpool

Essas manifestações na Inglaterra por exemplo, mostram como as feitas aqui contra a elitização desse esporte que historicamente sempre esteve ligado as classes mais humildes e todas as tentativas contra tornar o futebol um espetáculo para um minoria privilegiada também são legítimas. A visão liberal de oferta e demanda, como justificativa de que o alto preço dos tíquetes, é devido a alta procura pelo esporte que vê o torcedor apenas como um cliente, é na verdade o principal motivo desta gourmetização do futebol, que se concretiza como um verdadeiro crime contra os mais pobres, excluindo torcedores dos estádios. Cabe lembrar que esta camada da sociedade, é a responsável por fazer o futebol chegar aqui até hoje, tanto no Brasil, quanto no mundo, quando ainda no início os clubes eram basicamente formados por trabalhadores de usinas, no pouco tempo livre de trabalho, um lazer barato de fácil acesso e coletivo.

Foto: Reinaldo Canato/UOL

É preciso mais que tudo, entender que o futebol antes de um bem mercadológico, é um bem cultural, e para que continue a ser, é de extrema importância manter o caráter popular do esporte, que só assume esse cunho de mercadoria nessa lógica do capital que vivemos, causador desse imenso mal ao esporte, que é a exclusão das camadas populares dos estádios. Por isso a vitória do torcedor inglês que protestou e conseguiu fazer com que a cúpula da Premier League estabelecesse o teto no valor dos ingressos, mostrou que além de justa, a causa pode e deve servir de inspiração também para torcedor brasileiro.



Com estrela de estreante Santa vence duelo contra o Guarani

sábado, 20 de maio de 2017 0 comentários

Com gol de estreante Santa Cruz consegue vitória muito sofrida contra o Guarani

O Santa Cruz veio para o confronto diante do Guarani com alguns desfalques, mesmo assim conseguiu desempatar no fim da partida, jogando o tempo todo atrás dando a posse de bola para o adversário o tricolor foi cirúrgico novamente, teve poucas chances de finalizar quando o fez, foi feliz na partida.

Durante todo o jogo o Santa Cruz dava a posse de bola adversário, difícil era manter essa postura durante todo o campeonato pois, jogando em casa mais uma vez não propôs o jogo , abriu o placar logo de inico com tabela entre Andre Luiz e Nininho que terminou em conclusão de Pitbull 1 x 0 Santa, vimos um tricolor sem criar muitas chances, o fator preocupante para o jogo era do treinador Vinicius Eutrópio não ter contado com meias, com as saídas de Tomas e Pereira, ele foi forçado a entrar com 4 atacantes,Barbio e Everton Santos pelas beiradas, Pitbull mais centralizado e Andre Luiz mais recuado fazendo um papel de meia e também na recomposição ao lado de Barbio. Com um primeiro tempo ate melhor que o segundo o Santa levou a vantagem para o intervalo,no segundo tempo de partida sem muitas opções no banco, Eutrópio foi obrigado a colocar Robeto no meio claramente houve uma desorganização defensiva, apenas fazia se defender até que Julio Cesar não conseguiu evitar o emapte do time Bugrino,mesmo com a falta de criação ofensiva o Santa não sentiu o gol e em uma bola cruzada por Tiago Costa o estreante do dia, Ricardo Bueno fez de cabeça 2 x 1 para alivio da apreensiva torcida coral. O Guarani viveu ate o fim do jogo apenas de bolas paradas sem conseguir passar pelo bloqueio defensivo da sólida defesa coral.

Ficha Técnica : Julio Cesar,Nininho,Bruno Silva,Anderson Salles, Tiago Costa,Elicarlos,Davi,W. Barbio(Thiago Primão) e Everton Santos,Pitbull(Ricardo Bueno) e Andre Luiz(Roberto).
Técnico : Vinicius Eutrópio                                                                                            

Foto - Marllon Costa - Pernambuco Press

Durval minimiza desfalques para grande final

terça-feira, 16 de maio de 2017 0 comentários


Foto: Marlon Costa/ Pernambuco Press


Se por um lado o Sport deve ir a campo contra o Bahia sem pelo menos 4 titulares, confirmados já o zagueiro Ronaldo Alves por contusão e o volante Rithely expulso, ainda pode contar com as ausências de Mena e Henriquez que seguem como a dúvidas, a equipe baiana enfrenta o mesmo dilema, e vem a Recife com os mesmos problemas. com 4 peças fundamentais que ausentes para esta primeira partida, as principais delas o artilheiro da Copa do Nordeste o meia ex-Sport Régis, o lateral esquerdo Armero, o volante Edson, o atacante Brocador.

Para o zagueiro rubro negro, todos esses desfalques vão ficar de lado durante a partida, no embate que segundo o zagueiro são entre as duas maiores equipes do nordeste e espera uma ilha lotada - já mais de 20 mil ingressos vendidos - apoiando o time e enalteceu o espirito da equipe nos jogos decisivos

- Cada um tem(treinador) tem seus problemas no time, mas quem vier e quem for escalado, vai entrar para vencer... Com a ilha lotada, com o espirito que estamos imaginando para amanhã, dificilmente sairemos derrotados

E o zagueiro ainda falou sobre a grandeza da partida " O tamanho do jogo é enorme. São duas equipes de grande expressão. As maiores do norte e nordeste" disse o zagueiro paraibano que vai para sua segunda final de Copa do Nordeste pelo Sport.

Técnico Ney Franco ainda não definiu Sport para final contra o Bahia

segunda-feira, 15 de maio de 2017 0 comentários

O treino desta tarde foi de poucas definições para o técnico Ney Franco, quase sem tempo para treinar desde que chegou o treinador vem sofrendo com muitas perdas quando o assunto são contusões, fruto da desgastante maratona que o leão vem enfrentando de estar disputando cinco competições diferentes e todas decisões. Situação peculiar vive o comandante rubro-negro que embora não tenha sido desclassificado ainda de nenhuma competição, não vem mostrando bom futebol, nas últimas partidas foram 8 jogos, 5 derrotas, 2 empates e apenas 1 vitória no clássico contra o Santa Cruz. 
Jogador treinou e volta a ser opção contra antigo rival / Foto: Aldo Carneiro 

Para a partida mais importante da temporada, o Sport que já não poderia contar com o lateral esquerdo Evandro, expulso contra o Santa Cruz e o volante Rithely também expulso na mesma partida - este pegou um gancho de 5 partidas, devido a invasão de campo - Ney Franco tem 6 jogadores que estavam na incerteza de estarem a disposição para a finalíssima do nordestão contra o Bahia, são eles os zagueiros Henriquez e Ronaldo Alves, o lateral Mena, o meia Diego Souza e os atacantes Leandro Pereira e Marquinhos.

A surpresa se deu justamente pela presença do meia atacante Marquinhos, de fora a mais de 2 meses e está recuperado e a disposição para a final, jogador que teve boa passagem pelo Vitória, principal rival do Bahia. O meia Diego Souza treinou bem e tem grande possibilidade de jogar, já o zagueiro Henriquez e o lateral esquerdo Mena ainda são dúvidas e podem ser ou não desfalques, já o atacante Leandro Pereira está recuperado da contusão, no entanto ainda está sem condicionamento físico e se encontra em fase de transição e deve estar a disposição para a segunda partida na Bahia, mesma situação do zagueiro Ronaldo Alves, que está em fase de transição e também não joga. 

Mesmo com várias incertezas o técnico Ney Franco testou o time titular com a seguinte escalação, mantendo o mesmo esquema da derrota contra a Ponte Preta, com dois volantes: Magrão, Samuel X. Durval, Mateus F. e Raul Prata; Ronaldo, Fabrício e Everton Felipe; Diego Souza, Rogério e André. 

Santa vence de virada o Criciúma na estreia da série B fora de casa

sábado, 13 de maio de 2017 0 comentários

Jogando na retranca o Santa ganha de virada na estreia da série B

O Tricolor começou a caminhada na estreia da série B com pé direito, em um jogo muito sofrido os corais abateram o Criciúma no Eriberto Hulse, no dia de aniversário do clube de 70 anos pelo placar de 2 x 1.
O time comandado por Eutrópio fez o mesmo jogo de sempre dando a posse de bola ao adversário e jogando nos erros e em contrataques, com esse equilíbrio defensivo de sempre o Santa vai levando ate onde dá, a questão é será que em um campeonato de 38 rodadas vai manter esse proposta sempre defensiva?.É nítido a falta de qualidade técnica tricolor na criação de jogadas,o time soube se superar dentro de campo não faltou raça a equipe tricolor, a marcação coral funcionou em boa parte do jogo o que restou a equipe do Tigre, arriscar de fora da área.
No fim do primeiro tempo o Criciuma abriu o placar com Diogo Matheus fazendo um belo gol, começou o segundo tempo com Julio Cesar fazendo o eu fez em todo jogo belas defesas, umas dignas de ingresso, o tricolor empatou com o capitão Vitór fazendo mais um jogo regular, infelizmente logo depois do gol de empate aconteceu algo que marcou esse jogo de forma triste, em uma divida com o jogador do Tigre, Vítor fraturou a tíbia da perna , e provavelmente desfalcara o tricolor durante um bom tempo, levando pressão constante do Criciuma, William Barbio fez um belo gol no contra ataque fazendo a virada coral, até o fim de jogo foi sufoco do Tigre e Julio Cesar se destacando no final resultado, vitoria coral, porém o Tigre buscou o jogo o tempo inteiro mais futebol é assim.

Ficha Tecnica : Julio Cesar, Vitor(Nininho), Bruno Silva,Anderson Salles,Roberto, Davi,Elicarlos,Tomas(William Barbio),Everton Santos,Julio Sheik(Thiago Primão) e Andre Luiz.
Tecnico : V. Eutrópio

Criciúma: Edson,Diogo Matheus , Raphael Silva,Diogo Giaretta,Marlon,Ricardinho,Fabinho A.,Adalsigio P.,Silvinho e Alex Maranhão,Caio O
Foto : Marllon Dantas - Pernambuco Press

Em busca de remontada, Náutico e América-MG se enfrentam na estreia da Série B

quinta-feira, 11 de maio de 2017 0 comentários

Foto: Clube Náutico Capibaribe/Léo Lemos

Com desempenhos similares nas competições do primeiro semestre, Náutico e América-MG tentam esquecer os maus resultados, virar a chave, e dar início, nesta sexta (12) às 21h30, na Arena de Pernambuco, a uma remontada na temporada com a disputa da Série B.

Com um início de temporada caótico, o Timbu foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, na fase de grupos da Copa do Nordeste e está em desvantagem na disputa pelo terceiro lugar do Pernambucano contra o Santa Cruz. Já o Coelho disputou o Mineiro, a Primeira Liga e a Copa do Brasil. No Estadual foi eliminado nas semi para o Cruzeiro. Na Primeira Liga foi o laterna do grupo, somando apenas um ponto. E na Copa do Brasil foi desclassificado na segunda fase para o Murici-AL nos pênaltis. 

Se nos resultados às equipes tiveram desempenhos parecidos, o ambiente dos clubes não seguem as mesmas similaridades. No lado Mineiro o cenário é de serenidade e confiança no trabalho que está sendo realizado. As eliminações precoces na Copa do Brasil e na Primeira Liga não foram capazes de colocar em xeque o trabalho desenvolvido pelo técnico Enderson Moreira, muito pelo contrário, a diretoria mostrou que acredita em um trabalho à longo prazo e quer renovar o quanto antes o contrato do treinador. Enderson é peça imprescíndivel na montagem do elenco e já trabalha ativamente nas negociações com jogadores para reforçar o clube. A diretoria do América já anunciou oficialmente três jogadores: os atacantes Bill (ex-Ceará), Luan (ex-Palmeiras) e Hugo Cabral. Além disso, o lateral-direito e o zagueiro Lima já treinam com o grupo e aguardam a assinatura do contrato para serem oficializados. 

Pelo lado Pernambucano o cenário é de terra arrasada. Assolado por más gestões, brigas de ego e conflitos políticos, o futebol - carro chefe - tem sofrido com salários atrasados, em cinco meses 3 técnicos diferentes, jogadores rescindindo contrato (Dudu, Giovanni e Páscoa), outros estão negociando a saída do clube e treinam em separado (Marco Antônio, Maylson e Anselmo). Uma conjuntura calamitosa, que precisava de um choque de realidade. E ao que parece já foi iniciado ao contratar Waldemar Lemos, um técnico acostumado a trabalhar em momentos de crise, com equipes que possuem um aporte financeiro menor, que procura valorizar o futebol das categorias de base e que procura romper com uma cultura imediatista e de gastos desenfreados para implantar uma filosofia de trabalho à longo prazo e de adequação da realidade financeira.

Confronto

Se as equipes mantiverem o que vem acontecendo no retrospecto dos duelos, a promessa é de um grande jogo, com muitos gols e com um vencedor. Nos últimos 6 jogos que Náutico e América-MG se enfrentaram não houve empates, foram 4 vitórias alvirrubras e 2 triunfos do Coelho. A média de gols do confronto é de impor respeito: 3,5 gols por partida. Com estratégias de jogo similares, a expectativa é de um jogo de muita marcação e transição rápida com a bola (contra ataques). 

Náutico
Provável Escalação: Tiago Cardoso; David, Tiago Alves, Nirley e Manoel; Darlan, João Ananias, Cal, Erick e Jefferson Nem; Alison. Técnico: Waldemar Lemos.

América-Mg
Provável Escalação: João Ricardo; Alex Silva, Messias, Rafael Lima e Ernandes; Gustavo Blanco, Juninho, Matheusinho, Ruy e Gérson Magrão; Pilar (Hugo Almeida). Técnico: Enderson Moreira

   

Aproveitamento fora de casa do Sport na Libertadores é melhor que na Sulamericana

quarta-feira, 10 de maio de 2017 0 comentários

Amanhã o Sport enfrentará em Montevideu-URU, a equipe do Danúbio, com a boa vitória feita dentro de casa, pelo placar de 3x0, a equipe leonina pode até perder por dois gols de diferença que se classifica para a próxima fase, e caso faça um gol, obriga o time da casa a fazer cinco. No entanto, na partida de amanhã o Sport tentará quebrar o tabu de nunca ter conseguido somar pontos, ou sequer fazer gols em partidas fora do país pela Copa Sul-americana, aproveitamento bem diferente por exemplo do leão quando disputou a Copa Libertadores.

Se o Sport além de se classificar, quiser melhorar os números na competição que disputa desde 2013, tem como espelho as participações do time em outra competição internacional, a Copa Libertadores. Em 4 edições de Copa Sul-americana, o Sport coleciona duas partidas foras do país, quando conseguiu passar para a segunda fase, em 2013 e 2015, ambas saiu derrotado, em 2013 passou pelo Náutico na primeira fase e foi derrotado pelo Libertad do Paraguai, e 2015, passou do Bahia e foi derrotado pelo Huracán. Já na libertadores os números são bem diferentes, nas duas edições que participou em 1988 e 2009, o Sport disputou 4 jogos fora do Brasil, com 3 vitórias e apenas 1 derrota, com vitórias sobre o Alianza Lima em 1988, LDU e Colo Colo em na participação de 2009.

Jogos do Sport fora do país na Copa Libertadores:

1988: Universitário-Per 1x0 Sport
Alianza Lima- Per 0x1 Sport

2009: Colo Colo-Chi 1x2 Sport
LDU-Equ 2x3 Sport

Foto: Reuters-Globoesporte

Jogos do Sport fora do país na Copa Sul-americana:

2013: Libertad-Par 2x0 Sport
2015: Huracán-Arg 3x0 Sport

Sport começa a se mexer para o campeonato brasileiro

segunda-feira, 8 de maio de 2017 3 comentários

A diretoria do Sport já está se movimentando para o segundo semestre da temporada, nomes já começam circular tanto no que se refere a chegadas e saídas do clube. O leão que terá pro restante do ano, ainda o campeonato brasileiro, Copa Sulamericana e Copa do Brasil, torneios que caso o Sport vá passando de fase, (exceção do campeonato brasileiro que é pontos corridos) terão fim no final do novembro. Além do atacante Osvaldo e do zagueiro Igor Ribeiro a diretoria leonina ainda contacta jogadores, e com a vinda dos mesmos, abre brecha para futuras dispensas, vamos a elas.

Possíveis contratações:

Maxi Rodrigues: Meia uruguaio, jogador canhoto, atualmente joga pelo Gremio e está sendo pouco utilizado pelo técnico Renato Gaúcho e foi sondado pelos cartolas rubro-negros

Thomás: Este está mais próximo do leão, o meia e o empresário já foram contactados e sabem das propostas do Sport. Jogador encerra seu contrato com o tricolor do arruda no final de maio e deve chegar ao leão sem maiores custos.

Alex: Meia que era do Internacional e atualmente está sem clube, é de interesse do leão. Avai e Ponte Preta são outros clubes que estão interessados no jogador.
Alex (Foto: Alexandre Lops / Divulgação Internacional)

Possíveis dispensas:

Mansur: Não faz parte dos planos da diretoria leonina, jogador que teve um 2016 apagado, devido as boas atuações de Renê, esse ano com a saída do lateral esquerdo para o Flamengo, teve oportunidades, mas não rendeu o esperado, sendo um dos jogadores mais criticados da torcida na temporada, e não terá seu contrato renovado ao final do mês quando se encerra seu vinculo com o Sport

Paulo Henrique: Atacante que também vem sendo pouco aproveitado, tem contrato até dia 30 de junho e não sabe se permanecerá. Nas ultimas duas partidas acabou sendo relacionado para as partidas devido a contusão de Leandro Pereira e sua permanência é dada como incerta. Ao contrário de Mansur, a diretoria não se manifestou publicamente sobre sua permanência.

Marquinhos: Mesmo não sendo veiculado seu nome numa possível saída, o meia atacante embora tenha sido a principal contratação na pré-temporada, mostrou bom futebol quando acionado, principalmente no começo da temporada, mas devido uma série de contusões acabou sendo pouco acionado durante o ano. A ultima partida do atleta foi contra o Náutico no empate em casa em 1x1, quando estava perto de retorno aos gramados, sentiu novamente a contusão e segue como uma carta fora do baralho, sem poder entrar em campo e pode ser um nome a integrar uma possível lista de dispensa a depende do volume de contratações feitas.

Santa perto de acertar com dois jogadores do Salgueiro para série B

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Santa Cruz encaminha contratações para série B


O santa deu os primeiros passos para reforçar o time para a disputa da série B, que já começa no próximo sábado fora de casa contra o Criciúma, visando uma melhora, a diretoria mira dois jogadores do Salgueiro finalista do Estadual 2017, caso as contratações de Valdeir e Rodholpo Potíguar sejam confirmadas o salgueiro jogaria a final dia 18 de junho contra o Sport bastante desfalcado, pois os jogadores viriam para a série B, ainda este mês.

Foto : Marllon Dantas - Pernambuco Press

Sistema Tático: Análise tática da derrota do Náutico no Clássico das Emoções

sábado, 6 de maio de 2017 0 comentários

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Mesmo o técnico Milton Cruz tendo 13 dias para treinar, ajustar posicionamentos e mostrar evolução de conceitos e ideias da equipe do Náutico, visando o confronto diante do Santa Cruz pela disputa do terceiro lugar do Campeonato Pernambucano. O que se viu na vitória dos Tricolores por 2 a 1, foi um Náutico mais uma vez letárgico, que possui dificuldades imensas em propor o jogo, posse de bola nula, sem aproximação, falta de compactação, transição defensiva lenta, marcação passiva, com momento ofensivo à base da individualidade e exagero de bolas alçadas na área.

Com conceitos e princípios de jogo mais consolidado, desde o início da partida o Santa Cruz mostrou qual seria a sua estratégia: ser reativo. Os comandados por Vinícius Eutrópio negaram espaços ao Náutico, se compactaram longitudinalmente e transversalmente, realizaram perde e pressiona e quando detinham a bola ora buscavam a transição rápida com Thomás e André Luiz pelos flancos, ora tentavam descansar com a bola e encontrar o melhor momento para realizar o arremate ao gol adversário.

Foto: Reprodução/Premiere

Com o adversário ofertando a bola, o Náutico teve que propor o jogo e mais uma vez mostrou dificuldades. Mesmo realizando uma saída com 3 jogadores para gerar superioridade numérica no setor da bola e consequentemente sair com mais facilidade o time comandado por Milton Cruz mostrou que não se sente a vontade ao ter a bola. Diante de um adversário que fecha bem os espaços, é de fundamental importância que os jogadores sem a bola se movimentem e crie linhas ou zonas de passes. E durante a partida poucas vezes isso ocorreu. Na imagem é possível observar a dificuldade do meio-campista Darlan para construir as jogadas ofensivas do Náutico. Pois os seus companheiros ficam estáticos em suas posições. 

Foto: Reprodução/Premiere

E essa foi a tônica durante a maior parte do jogo. Um time disperso, sem concentração e que não tinha proximidade. Os jogadores pouco se ajudavam em campo. O Náutico não conseguia realizar triangulações e insistia nas jogadas de vitória pessoal, ou seja, o 1x1. E como o Santa conseguia ter superioridade numérica pelos lados o time alvirrubro tinha dificuldades no terço final de campo. Como consequência, tentavam cruzamentos antecipados na área esperando que o acaso agisse. No lance abaixo, é possível observar a superioridade numérica defensiva Tricolor e também a falta de apoio dos jogadores sem a bola em relação ao portador no momento ofensivo.

Foto: Reprodução/Premiere

Nas transições ofensivas o Náutico também deixou a desejar. Com muitos toques de lado e pouca objetividade e verticalidade o Timbu pouco incomodou os tricolores que na maioria das vezes já estavam com a sua linha defensiva bem postada. E quando conseguia finalmente progredir em uma situação favorável além da defesa adversária sustentada, esbarrava na falta de movimentação, criação de linha e zona de passe à frente da linha da bola. Na imagem vê-se que Anselmo sai da área (foi uma movimentação corriqueira no jogo) e abre espaço para que Maylson infiltre na defesa adversária. Porém os jogadores não atacavam os espaços e a jogada era retardada ou a bola era perdida.

Foto: Reprodução/Premiere

Sem tanta efetividade com a bola nos momentos de transição ofensiva e ofensivo, o Náutico mostrou que a transição defensiva também não está bem. Com uma recomposição defensiva lenta, sistema defensivo desajustado, que não pressionava, que assistia ao portador tomar a melhor decisão foi assim que o torcedor alvirrubro observou o primeiro gol do Santa Cruz, assinalado pelo atacante André Luiz. No lance observasse que Thomás é o portador da bola e David lhe dá muito espaço para pensar qual a melhor jogada. Tiago Alves e Nirley estão no mano a mano com Léo Costa e Júlio Sheik e André Luiz está gerando amplitude no setor direito. Se os jogadores tivessem formado uma linha de 4, possivelmente o desajuste seria menor e o gol poderia ter sido evitado. Claramente uma falta de sincronismo defensivo.

Foto: Reprodução/Premiere

Com a derrota o Náutico precisa vencer por um gol de diferença no jogo de volta no estádio do Arruda, terça-feira (16). Mas antes Milton Cruz terá a estreia do time na Série B, diante do América-MG, sexta-feira (12), às 21h30, na Arena de Pernambuco. O treinador terá uma semana cheia para treinar, corrigir os erros e tentar encontrar os jogadores ideais para o seu modelo de jogo.

Santa Cruz e Sport se enfrentam em partida mais importante do ano

quarta-feira, 3 de maio de 2017 0 comentários

Com apenas duas eliminações do Sport em cima do Santa Cruz desde 2011, o leão pretende na noite de hoje, começar a reverter esse panorama. Para isso o leão precisa vencer por qualquer placar que não seja o de 1x0, que ainda classifica o Santa Cruz e o 2x1 que leva a decisão para os penaltys. A cobra coral tem a seu favor o empate e como dito acima, a derrota de 1x0, dá a classificação ao tricolor do arruda.

Sem muito tempo desde a última partida, as equipes devem se manter as mesmas, no entanto com os dois times contando com retornos importantes para a partida de hoje, pelo lado do time da casa o goleiro Júlio Cesar que se recuperou de uma conjuntivite deve retornar ao gol, mesmo depois da boa partida feita por Jacsson, já pelo lado rubro-negro Rogério volta depois de suspensão pelo terceiro cartão amarelo e Ronaldo Alves que ainda é dúvida e pode pintar como titular já que Mateus Ferraz não vem bem, e a torcida do Sport já está pegando no pé do zagueiro.

Provável escalação tricolor: Júlio Cesar, Vítor, Anderson Sales, Bruno Silva e Tiago Costa; David, Elicarlos, Pereira, Thomas e Leo Costa; Halle Pitbull

Provável escalação do Sport: Magrão, Samuel X., Durval, Mateus Ferraz(Ronaldo Alves), Mena; Fabrício, Rithely, Diego Souza; Rogério, André, Everton Felipe(Juninho)


Foto: Adelson Costa/Pernambuco Press

Jogada "trabalhada"

segunda-feira, 1 de maio de 2017 0 comentários

O dia 1º de maio é um dia especial para toda a classe trabalhadora do Brasil e de todo o mundo, a data remonta quando no ano de 1886 no dia 1º de maio, milhares de trabalhadores foram as ruas de Chicago (EUA) reivindicar melhores condições de trabalho, como redução da jornada diária de trabalho de 13 para 8 horas por exemplo. Foi um dia marcante para a classe operária, neste mesmo dia, ocorreu uma greve geral nos Estados Unidos. Se para a classe trabalhadora é um dia que deve ser para sempre lembrado e tomado como exemplo para nossas lutas, no futebol, ela também é uma data importante para várias torcidas, não só pelo futebol está intimamente ligado a classe operária, mas por ser a data de fundação de vários clubes como o Barcelona de Guayaquil do Equador, Club Sportivo Luqueno do Paraguai, Club Colón San Justo da Argentina. Mas nessa matéria vamos chamar a atenção para o aniversário de dois clubes em especial, o Club Atlético Chacarita Junior, tradicional clube argentino e a de Associação Desportiva Confiança, de Sergipe, clubes que além de terem sido fundado no dia dos trabalhadores, tem nas suas raízes uma ligação muito forte com a própria classe trabalhadora, como fundação, contexto e até mesmo a alcunha carregadas até hoje.

Club Atlético Chacarita Junior

Tradicional clube argentino, fundado 1º de Maio de 1906 completa nesta data 111 anos. Seus fundadores eram adeptos do partida socialista, suas cores segundo a história fazem alusão a sua raiz comunista, no caso a cor vermelha, o preto faz alusão ao cemitério de Chacarita,  do qual é próximo ao clube, inclusive são conhecidos como "Los Funebreros" e o branco faz alusão a paz. Durante vários anos o Chacarita ficou com quase nenhuma atividade. Só em 1919, um grupo de 10 abnegados se reuniram segundo Nicolás Caputo então dirigente, se organizar num local famoso local onde o socialistas descansavam e Chacarita e leva-lo a ser um clube maior, foram eles José Manuel Lema primeiro presidente do clube, Nicolás Caputo, Nicodemo Perticone, Ramón Otal, Alfonso Colángelo, Santiago Piaggio, Manuel Andrés, Alfredo Lema, Merengoni. O primeiro título oficial do clube veio em 1941, a 2ª divisão do campeonato argentino, e o mais importante a conquista do campeonato argentino de 1969.

Torcida do Chacarita

Associação Desportiva Confiança

O dragão do bairro industrial,como é chamado pela torcedor proletário, foi fundado em 1º de maio de 1936, completa hoje 81 anos, por operários da fábrica Confiança, uma industria de tecelagem. A agremiação começou inicialmente como um clube após um torneio de voley, no bairro industrial, começando como um clube de voley e basquete. Só em 1949 cria sua equipe de futebol, em 1950 disputa seu primeiro torneio. Devido suas raízes estarem ligadas a classe operária, é até hoje chamado pela torcida como o "Gigante operário", hoje é o clube com maior torcida de Sergipe. Seu estádio o Proletário Sabino Ribeiro, é uma homenagem a Joaquim Sabino Ribeiro Chaves, que juntamente com Epaminondas Vital e Isnard Cantalice fundaram o clube. Em 1951 conseguiu seu primeiro título, o campeonato sergipano daquele ano, apenas dois anos depois de fazer um time de futebol.



Por fim, desejar o um bom dia dos trabalhadores aos operários de todo o mundo, e a todos os clubes que fazem aniversário no dia de hoje, que me falta conhecimento de todos os clubes que fazem aniversário numa data tão especial quanto a de hoje. Comemorem em dobro!


Giovanni destaca evolução pessoal e acredita que elenco atual tem condições de disputar a Série B

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Foto: Diego Nigro/ JC Imagem

No futebol atual os técnicos valorizam bastante jogadores que possam atuar em mais de uma função dentro de campo. É o caso de Giovanni. O atleta chegou para ser o camisa 6 e tomar conta da lateral esquerda do time, porém se encaixou melhor atuando na meia-esquerda com Rodrigo Souza protegendo a defesa, Marco Antônio na direita e Dudu jogando centralizado.

"Creio que cresci na competição. Cheguei um pouco abaixo fisicamente, mas depois tive uma evolução, principalmente atuando no meio-campo encaixei bem jogando no sistema de jogo com um losango, implantado pelo Milton. Mas tenho muito a crescer, estou me adaptando bem a esta função e na série B a tendência é melhorar", analisou.

Além das boas atuações como meia, o atleta multifuncional tem se destacado pelas bolas paradas ofensivas e defensivas. Peça chave nas bolas paradas do técnico Milton Cruz, o atleta de 1,82 cm que fez o seu primeiro gol com a camisa do Náutico no clássico contra o Sport, acredita que essa jogada pode ser uma arma para a disputa dos próximos jogos contra o Santa e também para a Série B.

"Ele (Milton Cruz) gosta dessa bola rápida na primeira trave. Nós temos cobradores muito bons como Marco (Antônio) e Dudu. E eu sempre tive essa característica de fazer essa primeira bola tanto na parte ofensiva quanto defensiva. Nós temos treinado exaustivamente as bolas paradas e creio que nos próximos jogos pode sair mais alguns gols", explicou Giovanni.

Apesar de ter dois jogos pela disputa do terceiro lugar do Pernambucano, o pensamento dos atletas já começa a mudar de competição e focar o Campeonato Brasileiro da Série B. Para uma competição de pontos corridos e de regularidade, Giovanni entende que o elenco atual independentemente dos resultados não satisfatórios tem totais condições de realizar uma boa campanha na Série B.

"É uma equipe que veio se encaixando durante as competições e sabíamos que iria ter algumas dificuldades por ter muitos jogadores chegando nesta temporada e também devido à troca de treinador. E não é da noite para o dia que tudo se encaixa, a gente viu que principalmente nos clássicos a equipe deu uma boa resposta. Temos um bom elenco e se todos se doarem ao máximo as chances de se fazer uma boa campanha são excelentes", pontuou. Mas não rechaça a possibilidade de contratação para encorpar o elenco. "Todo reforço é bem-vindo", concluiu.

Mesmo não estando em ritmo de competição como os rivais Sport e Santa Cruz, o lateral/meia pensa que as semanas livres para realização de treinamentos táticos, técnicos e físicos podem ser fundamentais para uma competição como a Série B do Brasileiro.

"Serve para condicionar melhor para uma competição tão longa e desgastante como é a série B e, assim, diminuir os riscos de lesões e queda de rendimento durante a competição. Esse período estamos aproveitando para chegar ainda mais forte na parte física", ilustrou.

O Timbú recebe o Santa Cruz, sábado (06), às 16h, na Arena de Pernambuco, em jogo válido pela disputa do terceiro lugar do Campeonato Pernambucano. A partida de volta no estádio do Arruda ainda não tem data marcada. Em meio a disputa do terceiro lugar do Estadual, o Náutico fará a sua estreia na série B diante do América-MG, sexta-feira (12), às 21h30, na Arena de Pernambuco.

Dudu afirma que "situação vai ser superada e o ano do Náutico vai ser bem melhor"

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Foto: Marlon Costa/ Pernambuco Press

Com salários atrasados, especulações de troca de diretores e promessas de pagamentos não concretizadas, os atletas e funcionários resolveram paralisar as atividades na última quinta-feira(27), no CT Wilson Campos. Com isso, "forçaram" um posicionamento imediato da cúpula alvirrubra sobre o que estava acontecendo com o clube no âmbito político e financeiro. E a resposta foi ágil. O Presidente Ivan Brondi e o recém nomeado Vice-Presidente de Futebol Emerson Barbosa programaram uma reunião com os stakeholders (atletas e funcionários) para estancar a crise e responder aos questionamentos das partes. Para Dudu a conversa foi bastante produtiva, transparente e convincente, tanto que ficou decidido o encerramento da greve e a volta às atividades.

"O Emerson (Barbosa) veio passar a situação para nós e disse que o 'clube está se mexendo'. Deu uma tranquilizada falou que estão dispostos a mudar tudo o que estamos vivendo e que tem dinheiro para entrar. Agora vamos esperar um posicionamento concreto, pois não nos deu uma data ainda", explicou.

A realidade vivenciada pelo Clube Náutico Capibaribe não é tão diferente das de outros clubes no Brasil. E não é preciso ir tão longe para ter um exemplo. Basta percorrer 2,2 km, partindo da Av. Conselheiro Rosa e Silva com destino a Av. Beberibe, sede do Santa Cruz. O clube tricolor pernambucano também está em débito com jogadores e funcionários. Entretanto, mesmo com os salários atrasados conseguiu superar o Sport, na Ilha do Retiro. Para o meia-atacante alvirrubro, toda e qualquer história de superação que tenha uma similaridade com a situação atual do Náutico serve para que se possa observar e extrair lições.

"Nós temos que tirar lições de coisas positivas, independente de que seja o Santa Cruz ou qualquer outro clube que esteja vivenciando este mau momento financeiro que estamos passando. Todos viram o que fizemos ao longo da competição, mesmo estando com a situação financeira comprometida. Mas temos que seguir focados dentro de campo, pensando em vencer sempre e esquecer essa situação que nos deixa bastante chateados", afirmou Dudu.

Dudu revelou que apesar da situação em que o Náutico se encontra não favorecer a criação de um bom ambiente de trabalho, os jogadores e funcionários estão imbuídos para garantir um ambiente harmônico e de felicidade no clube, independente das restrições financeiras.

"O grupo aqui é muito bom. Poucas vezes eu vi um grupo alegre como este, mesmo estando em uma situação financeira complicada. É incrível chegar na rouparia, na cozinha e nos demais lugares e observar o sentimento de alegria e satisfação por trabalharem no clube. Tenho certeza que a casa vai ser arrumada, essa situação vai ser superada e o ano do Náutico vai ser bem melhor", afirmou Dudu.

O Náutico enfrenta o Santa Cruz pela disputa do terceiro lugar, pelo Campeonato Pernambucano, sábado (06), às 16h, na Arena de Pernambuco.

 
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